​Curso gratuito de Inteligência Artificial e Cultura online abre inscrições 

Curso Inteligência Artificial e Cultura

Curso gratuito e online do Ministério da Cultura de Inteligência Artificial com certificado tem inscrições abertas

O curso gratuito “Inteligência Artificial e Cultura” está novamente disponível na plataforma Escult. A retomada permite que participantes já matriculados continuem os estudos e também abre oportunidade para novas inscrições.

A formação é desenvolvida pelo Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (Cecult/UFRB) em parceria com o Ministério da Cultura e busca apresentar os impactos e as possibilidades da inteligência artificial no setor cultural.

Inteligência artificial aplicada ao setor cultural

O conteúdo aborda fundamentos teóricos e aplicações práticas da inteligência artificial no cotidiano da cultura, além das transformações provocadas pelo uso de sistemas algorítmicos nas artes, na produção cultural e na gestão.

Entre os temas discutidos também estão questões relacionadas aos direitos autorais, ética, regulamentação e preservação da diversidade cultural, considerando os desafios existentes no Brasil e em outros países.

A proposta é oferecer uma introdução ao tema para profissionais, gestores, produtores, artistas e demais interessados em compreender como as novas tecnologias estão modificando diferentes atividades do setor cultural.

Curso é gratuito e totalmente online

A formação é realizada 100% online, na modalidade de Educação a Distância (EaD), por meio da plataforma Escult. O curso é gratuito e conta com recursos de acessibilidade comunicacional, incluindo tradução em Libras, legendas e audiodescrição.

Ao concluir a formação conforme os critérios estabelecidos, o participante recebe certificado emitido pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB).

As inscrições para a nova turma ficam abertas até 7 de outubro de 2026 e podem ser realizadas pelo portal escult.cultura.gov.br.

A plataforma informou ainda que a reabertura de seu catálogo de formações ocorre gradualmente. Os interessados em outros cursos podem consultar o cronograma disponibilizado no próprio portal para acompanhar as próximas turmas.

Informações

Curso: Inteligência Artificial e Cultura
Modalidade: online (EaD)
Valor: gratuito
Inscrições: até 07/10/2026
Plataforma: Escult
Acessibilidade: Libras, legendas e audiodescrição
Certificação: Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)

Link para a página do curso e Inscrições

Além deste curso, a Escult e o Ministério da Cultura também estão com inscrições abertas para outras capacitações gratuitas nas áreas de Fotografia e Produção Audiovisual.

Veja também:
* Escult está com inscrições abertas para nova turma do curso gratuito online de Fotografia
* Curso gratuito de Produção de Documentário está com inscrições abertas; formação 100% online

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​Prefeitura de Varginha abre processo seletivo para estágio remunerado com bolsa de R$ 1,6 mil 

Estudantes

Oportunidades de estágio remunerado da Prefeitura são para estudantes de sete áreas; inscrições seguem até 8 de setembro pelo Conecta Varginha

A Prefeitura de Varginha, por meio da Secretaria Municipal de Educação, abriu processo seletivo para estágio remunerado destinado a estudantes de diferentes áreas de formação.

A bolsa oferecida é de R$ 1.655,01, além de vale-transporte, para uma carga horária de seis horas diárias.

Vagas disponíveis

O processo seletivo contempla oportunidades e formação de cadastro reserva nas seguintes áreas:

  • Informática: 1 vaga + cadastro reserva;
  • Administração: cadastro reserva;
  • Publicidade e Propaganda: 1 vaga + cadastro reserva;
  • Arquitetura: 1 vaga + cadastro reserva;
  • Engenharia Civil: 1 vaga + cadastro reserva;
  • Pedagogia: 5 vagas + cadastro reserva;
  • Educação Física – Licenciatura: 7 vagas + cadastro reserva.

Inscrições

As inscrições começaram em 24 de agosto e seguem até 8 de setembro de 2026.

EDITAL

Mais informações

O processo seletivo para estágio remunerado da Prefeitura de Varginha representa uma oportunidade para estudantes que buscam experiência profissional durante a formação acadêmica, com atuação em diferentes áreas e bolsa remunerada. Como as inscrições ficam abertas somente até 8 de setembro de 2026, os interessados devem consultar o edital completo para conferir os requisitos, critérios de participação e demais orientações antes de realizar a inscrição pelo site da Prefeitura.

Fonte: Secretaria Municipal de Educação de Varginha

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​MEC oferece 5 mil vagas em curso gratuito e online de Inteligência Artificial 

Sul de Minas abre cursos gratuitos de Inteligência Artificial, Apps, Drones e Impressoras 3D, com ajuda de custo

Formação tem 80 horas de duração e aborda o uso ético, criativo e pedagógico da IA; inscrições são realizadas pela plataforma Avamec

O Ministério da Educação (MEC) está oferecendo 5 mil vagas para um curso gratuito e online sobre Inteligência Artificial (IA). A formação é voltada principalmente para professores do Ensino Médio e busca preparar os profissionais para utilizar ferramentas de IA de maneira ética, criativa e integrada às práticas pedagógicas.

Intitulado “IA na prática docente: uso ético, criativo e pedagógico – Ensino Médio”, o curso possui carga horária de 80 horas e está disponível no Ambiente Virtual de Aprendizagem do Ministério da Educação (Avamec).

Curso aborda Inteligência Artificial aplicada à educação

A proposta da formação vai além de ensinar simplesmente como utilizar ferramentas de Inteligência Artificial. O objetivo é apresentar aos educadores conhecimentos que permitam compreender as possibilidades e também os cuidados necessários na utilização da tecnologia no ambiente escolar.

De acordo com o MEC, a formação apresenta orientações para integrar a Inteligência Artificial às práticas docentes, considerando aspectos pedagógicos, éticos e relacionados ao uso responsável da tecnologia.

O curso é organizado de maneira progressiva e trabalha temas relacionados a dados, algoritmos, aprendizado de máquina e Inteligência Artificial generativa, além de aplicações da tecnologia no cotidiano educacional.

Outro ponto importante é a discussão sobre os impactos da IA na educação e sobre a necessidade de desenvolver uma utilização crítica dessas ferramentas.

Formação tem cinco módulos

O conteúdo está organizado em cinco módulos, permitindo que os participantes avancem gradualmente desde conceitos introdutórios até aplicações mais práticas da Inteligência Artificial na educação.

Ao longo da formação, os educadores têm contato com conceitos fundamentais relacionados ao funcionamento da IA e são estimulados a refletir sobre como essas tecnologias podem ser utilizadas para apoiar atividades como planejamento pedagógico, elaboração de conteúdos e desenvolvimento de novas experiências de aprendizagem.

A abordagem também chama atenção para questões como ética, responsabilidade, pensamento crítico e os cuidados necessários ao utilizar sistemas baseados em Inteligência Artificial no contexto educacional.

Quem pode participar

Embora a formação tenha como foco os docentes do Ensino Médio, a iniciativa também pode interessar a outros profissionais e pessoas ligadas à área educacional que desejam ampliar seus conhecimentos sobre Inteligência Artificial e suas possibilidades pedagógicas.

A formação integra as ações do MEC voltadas ao desenvolvimento de competências digitais dos profissionais da educação.

Além deste curso de 80 horas, o Ministério da Educação disponibiliza outras formações gratuitas relacionadas à Inteligência Artificial, com conteúdos sobre IA generativa, introdução à Inteligência Artificial, criação de recursos digitais e utilização responsável das novas tecnologias.

MEC oferece outros cursos gratuitos sobre IA

O Ministério da Educação informou, em agosto de 2026, que disponibiliza nove cursos gratuitos de Inteligência Artificial destinados à formação de professores.

As capacitações possuem diferentes cargas horárias e níveis de aprofundamento. Entre os temas estão fundamentos da Inteligência Artificial, IA generativa, utilização da tecnologia na prática docente, criação e curadoria de recursos digitais e uso responsável das ferramentas.

A iniciativa faz parte das ações de formação continuada relacionadas à educação digital e à incorporação das novas tecnologias ao ambiente escolar.

Como fazer a inscrição

Os interessados no curso “IA na prática docente: uso ético, criativo e pedagógico – Ensino Médio” devem acessar a plataforma Avamec, ambiente virtual de aprendizagem mantido pelo Ministério da Educação.

Na página da formação, é possível consultar as informações do curso e realizar a inscrição. Como são disponibilizadas 5 mil vagas, preenchidas conforme a ordem de inscrição, a recomendação é que os interessados façam o cadastro enquanto houver vagas disponíveis.

Curso: IA na prática docente: uso ético, criativo e pedagógico – Ensino Médio
Modalidade: online
Carga horária: 80 horas
Vagas: 5 mil
Valor: gratuito
Inscrições: pela plataforma Avamec
Realização: Ministério da Educação (MEC)

Confira o curso e faça a inscrição na plataforma Avamec

Fonte: Ministério da Educação (MEC)

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​MEC abre inscrições em nove cursos gratuitos de Inteligência Artificial para professores 

Inteligência Artificial IA

Formações são realizadas online pelo Avamec e abordam desde conceitos básicos até o uso ético, criativo e pedagógico da IA na educação

O Ministério da Educação (MEC) está oferecendo nove cursos gratuitos de Inteligência Artificial para professores, com formações disponíveis no Ambiente Virtual de Aprendizagem do Ministério da Educação (Avamec). As opções abordam diferentes aspectos do uso da tecnologia na educação e podem ser realizadas online.

A iniciativa busca ampliar a formação dos educadores diante do avanço da Inteligência Artificial e de ferramentas generativas que já fazem parte da rotina de estudantes e profissionais.

Os cursos abordam desde os fundamentos da IA até sua utilização prática no ambiente escolar, incluindo questões relacionadas à ética, produção de conteúdos, planejamento de aulas, metodologias de ensino e uso responsável das novas tecnologias.

Confira os nove cursos gratuitos de Inteligência Artificial

  • IA na prática docente: uso ético, criativo e pedagógico – Ensino Médio — 80 horas
  • Formação para Professores em Inteligência Artificial — 180 horas
  • GeraZine: Inteligência Artificial Generativa na Curadoria e Criação de Recursos Digitais para a Sala de Aula — 40 horas
  • IA Generativa na Educação (IAGE) — 40 horas
  • IA na Prática Docente — 30 horas
  • IA: uso criativo para transformar a aprendizagem
  • Inteligência Artificial na Educação – Fundamentos — 20 horas
  • Metodologias, Tecnologias Digitais e IA — 30 horas
  • IA para Educadores — 4h30

Cursos abordam diferentes usos da Inteligência Artificial

As formações disponibilizadas pelo MEC apresentam diferentes níveis e propostas, permitindo que os professores escolham conteúdos de acordo com seus conhecimentos e interesses.

Há ainda conteúdos voltados à compreensão de conceitos como dados, algoritmos e aprendizado de máquina, além de discussões sobre as possibilidades e os limites da Inteligência Artificial no processo de ensino e aprendizagem.

A proposta é que os profissionais não apenas aprendam a utilizar as ferramentas, mas também desenvolvam uma visão crítica sobre seu funcionamento e sobre os impactos da tecnologia no ambiente educacional.

Inteligência Artificial na sala de aula

Um dos principais focos das formações é mostrar de que maneira a IA pode ser incorporada ao cotidiano dos educadores.

As ferramentas podem auxiliar em diferentes etapas do trabalho docente, como planejamento de atividades, elaboração de materiais, criação de propostas pedagógicas e desenvolvimento de recursos para as aulas.

Ao mesmo tempo, os cursos chamam atenção para questões importantes envolvendo ética, responsabilidade e avaliação crítica das informações produzidas por sistemas de Inteligência Artificial.

A formação dos professores nessa área ganhou ainda mais importância com a rápida popularização das ferramentas de IA generativa, capazes de produzir textos, imagens e outros conteúdos a partir de comandos fornecidos pelos usuários.

Formação gratuita pelo Avamec

Os nove cursos estão disponíveis no Avamec, plataforma de educação a distância mantida pelo Ministério da Educação.

O ambiente reúne cursos e outras ações de formação voltadas principalmente aos profissionais da educação e permite que os participantes realizem as atividades pela internet.

As formações sobre Inteligência Artificial possuem diferentes conteúdos e cargas horárias, possibilitando ao interessado escolher aquela que melhor atende às suas necessidades profissionais.

Entre as opções está o curso “IA na prática docente: uso ético, criativo e pedagógico – Ensino Médio”, com carga horária de 80 horas. A formação apresenta conceitos relacionados à Inteligência Artificial de maneira progressiva e discute possibilidades de aplicação da tecnologia no trabalho dos professores.

Como participar

Os interessados devem acessar o Ambiente Virtual de Aprendizagem do Ministério da Educação (Avamec) para consultar as formações disponíveis.

Na plataforma é possível verificar as informações específicas de cada curso, incluindo conteúdo programático, carga horária, público-alvo e condições para participação.

O acesso aos cursos é gratuito.

Onde fazer os cursos: Avamec – Ambiente Virtual de Aprendizagem do Ministério da Educação
Modalidade: online
Valor: gratuito
Área: Inteligência Artificial aplicada à educação
Consulte os cursos disponíveis no Avamec

Fonte: Ministério da Educação (MEC)

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De Anitta aos Titãs: como “Bichos Escrotos” virou o papo da internet

Meme bichos escrotos
Anitta levou “Bichos Escrotos”, dos Titãs, de volta às redes. Entre memes e ratinhos dançando, a música de 1986 conquistou uma nova geração.

Bichos Escrotos”, de Anitta, levou uma música de 40 anos de volta ao centro das conversas, entre memes, ratinhos dançando e uma nova geração descobrindo os Titãs.

Se você passou pelas redes sociais nos últimos dias, existe uma boa chance de ter encontrado ratos dançando ao som de “Bichos Escrotos”. Sim, aquela música dos Titãs. Ou, dependendo da sua idade e do algoritmo que manda no seu feed, talvez você tenha conhecido a música agora como sendo “da Anitta”.

E é justamente aí que a história fica interessante.

“Bichos Escrotos” ganhou uma nova versão na voz de Anitta, com produção do duo Tropkillaz, para o filme Corrida dos Bichos. A releitura foi lançada em 7 de agosto e trocou o peso do rock da gravação original por uma sonoridade mais próxima do funk e da música eletrônica.

Até aí, nada tão incomum. Artistas regravam músicas antigas o tempo todo.

Só que a internet resolveu fazer aquilo que sabe fazer muito bem: pegar uma coisa, misturar com outra aparentemente sem nenhuma relação e criar um fenômeno.

Os ratos entraram na dança

A nova versão começou a ganhar força quando FilipeTV (@filipetv), no X, usou a música em uma animação de ratos dançando criada pelo perfil Ratoshi. A combinação funcionou: o vídeo se espalhou, novas montagens apareceram e os ratinhos acabaram virando uma espécie de símbolo da viralização de “Bichos Escrotos”.

E se você ainda não entendeu muito bem do que estamos falando, talvez seja melhor ver:

Veja um dos vídeos que ajudaram a transformar “Bichos Escrotos” em meme:

Uma canção que chegou ao disco Cabeça Dinossauro, dos Titãs, em 1986, estava novamente sendo apresentada a milhares de pessoas quatro décadas depois.

Mas veio então a parte mais curiosa.

Enquanto muita gente reconheceu imediatamente a música, uma parcela mais jovem do público estava ouvindo aquilo pela primeira vez.

Surgiram comentários de pessoas descobrindo que a composição não era de Anitta, mas dos Titãs. Houve até quem imaginasse que aquela letra estranha, cheia de baratas, ratos e pulgas, pudesse ter sido criada por inteligência artificial.

Talvez nada resumisse melhor a internet de 2026.

Quando uma geração encontra outra

Para quem conhece o rock brasileiro dos anos 1980, pode parecer surpreendente alguém nunca ter ouvido “Bichos Escrotos”.

Mas pense bem.

Uma pessoa que tem 18 anos hoje nasceu em 2008. Quando Cabeça Dinossauro foi lançado, seus pais talvez ainda fossem crianças — ou nem tivessem nascido.

Aquilo que para uma geração parece fazer parte do repertório básico da música brasileira pode ser simplesmente desconhecido para outra.

Antes de continuar, vale voltar algumas décadas e ouvir a música que começou toda essa história:

Veja “Bichos Escrotos” com os Titãs:

O interessante é como esse encontro entre gerações aconteceu.

Não foi necessariamente por uma rádio tocando Titãs. Não foi porque alguém resolveu ouvir um disco clássico do rock nacional do começo ao fim.

Foi por causa da Anitta.

Do Tropkillaz.

De um filme.

Do algoritmo.

E de ratos dançando.

A internet criou uma ponte absolutamente improvável entre duas gerações.

Os próprios Titãs entraram no papo

A repercussão chegou também a integrantes e ex-integrantes dos Titãs.

Sérgio Britto, um dos compositores da música ao lado de Nando Reis e Arnaldo Antunes, aprovou a releitura e destacou pontos de contato entre a linguagem provocadora da canção e a abordagem adotada na nova versão.

Paulo Miklos, intérprete da gravação original, também recebeu positivamente a releitura e considerou que Anitta conseguiu preservar a ironia presente na música. Para ele, os próprios memes combinam com o espírito divertido e provocador da composição.

Talvez esteja aí uma resposta para aquelas discussões quase inevitáveis sempre que alguém resolve mexer em um clássico.

A nova versão não apaga a antiga.

Pode acontecer exatamente o contrário: ela leva gente até a original.

Uma música pode ficar velha na internet

O que mais me chamou a atenção nessa história nem foi a discussão sobre qual versão é melhor.

Foi perceber novamente como a internet bagunçou completamente a maneira como consumimos cultura.

Durante muito tempo, havia uma lógica relativamente previsível. Uma música era lançada, fazia sucesso, tocava nas rádios, envelhecia e, eventualmente, voltava como lembrança ou nostalgia.

Hoje isso praticamente não existe mais.

Uma música de 1986 pode disputar espaço no feed com um lançamento de 2026.

Uma série pode colocar uma canção esquecida de décadas atrás novamente nas paradas.

Um trecho de alguns segundos usado no TikTok pode apresentar um artista morto antes do nascimento de boa parte daquele público.

E um rato digital dançando pode fazer alguém procurar Titãs pela primeira vez.

Na internet, o velho e o novo convivem no mesmo feed.

E talvez seja por isso que a discussão sobre jovens “não conhecerem” determinada música seja menos interessante do que perceber que eles acabaram de conhecê-la.

O caminho apenas mudou.

No fim, todo mundo ganhou

Anitta ganhou um viral.

Corrida dos Bichos ganhou divulgação.

Os memes ganharam ratos.

Os Titãs ganharam uma nova geração de ouvintes.

E quem chegou até “Bichos Escrotos” pela primeira vez pode agora descobrir que existe um álbum chamado Cabeça Dinossauro esperando para ser ouvido.

Quarenta anos depois, uma música voltou ao centro da conversa sem precisar fingir que era nova.

A internet fez isso por ela.

E se foi necessário colocar alguns ratos para dançar no caminho, tudo bem.

Meu papo sobre isso

No começo, estranhei a nova versão de “Bichos Escrotos”, principalmente por já ter uma relação afetiva com a música dos Titãs. Mas os vídeos dos ratinhos e outros bichos dançando mudaram completamente minha percepção.

O meme deixou tudo mais divertido e me fez ouvir a releitura com outros ouvidos. No fim, acabei gostando da nova versão — e ainda achei interessante ver uma música de 40 anos ganhando uma vida totalmente nova na internet.

No fim, foram os ratinhos dançantes que me fizeram ouvir a versão de outro jeito.
Ponto para o FilipeTV e para os ratinhos do Ratoshi.

Esse foi O Papo que Rola na Internet desta semana. Porque, por aqui, às vezes o meme é só o começo da conversa.

​SESI abre vagas em Varginha e Três Corações; veja cargos e como se candidatar 

Vagass fiemg sesi

Vagas do Sistema FIEMG (SESI)são para Varginha e Três Corações; prazos para cadastro terminam em 16 e 30 de agosto

O Sistema FIEMG está com vagas de trabalho abertas na área da educação no SESI em Varginha e Três Corações, no Sul de Minas. As seleções divulgadas pela Escola SESI incluem oportunidades para professor, pedagogo, secretário escolar e supervisor administrativo.

Em Varginha, há cadastro aberto para professor(a). Os interessados podem cadastrar o currículo até 30 de agosto de 2026.

Já em Três Corações, estão abertas oportunidades para pedagogo(a), secretário escolar e supervisor administrativo, com inscrições indicadas nas divulgações até 16 de agosto de 2026.

Vaga para professor em Varginha

A oportunidade é destinada a profissionais interessados em atuar como professor(a) em Varginha. A divulgação do SESI destaca que a instituição oferece ambiente voltado à diversidade e ao desenvolvimento profissional.

O prazo informado para cadastro é 30 de agosto de 2026.

Vaga para pedagogo em Três Corações

Para a função de pedagogo(a), é exigido Ensino Superior completo em Pedagogia, além de experiência como pedagogo, supervisor pedagógico ou coordenador pedagógico.

A atuação será em Três Corações e o prazo divulgado para inscrição é 16 de agosto de 2026.

Secretário escolar

A oportunidade de secretário escolar, também em Três Corações, exige formação superior completa em uma das seguintes áreas:

Administração, Comunicação Social, Direito, Gestão de Recursos Humanos, Pedagogia, Secretariado Executivo, Gestão Escolar, Processos Escolares, Processos Gerenciais, Supervisão ou Inspeção Escolar.

Também é exigida experiência em Secretaria Escolar, com atuação em processo de escrituração escolar, preferencialmente na educação de ensino regular.

Supervisor administrativo

Para supervisor administrativo, os candidatos devem possuir Ensino Superior completo em Administração, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Direito, Gestão Financeira ou Processos Gerenciais.

A vaga também exige experiência em gestão de pessoas e atuação em processos administrativos, financeiros, contábeis ou de Recursos Humanos.

A atuação será em Três Corações, com inscrições divulgadas até 16 de agosto de 2026.

Benefícios oferecidos pelo Sistema FIEMG

Entre os benefícios apresentados pelo Sistema FIEMG estão auxílio-alimentação ou refeição, assistência médica e odontológica, vale-transporte, auxílio-creche, previdência privada, programa de participação nos resultados e incentivos educacionais. A instituição também mantém programas voltados à qualidade de vida e ao bem-estar dos empregados.

Como se candidatar

Os interessados devem acessar a página oficial Trabalhe Conosco do Sistema FIEMG, cadastrar ou atualizar o currículo e procurar as oportunidades disponíveis. A FIEMG informa que é necessário se candidatar individualmente às vagas de interesse e que é possível participar de mais de um processo seletivo, desde que o candidato atenda aos requisitos.

Acesse o Trabalhe Conosco da FIEMG e confira as vagas

Veja também: Sistema FIEMG abre novas vagas de emprego em Varginha e Elói Mendes

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​UFLA abre 45 vagas extras para pessoas trans em cursos de graduação 

Pessoas trans

Processo seletivo para o segundo semestre de 2026 oferece vagas nos cursos de graduação da UFLA para pessoas trans

A Universidade Federal de Lavras (UFLA) está com inscrições abertas para o processo seletivo destinado ao ingresso de pessoas trans (travestis, transexuais e transgêneros) nos cursos de graduação no segundo semestre de 2026.

Ao todo, são oferecidas 45 vagas supranumerárias, ou seja, vagas adicionais às normalmente disponibilizadas nos processos regulares de ingresso na Universidade.

Uma vaga extra por curso

De acordo com o edital, será disponibilizada uma vaga supranumerária em cada um dos cursos presenciais ofertados pela UFLA nos campi de Lavras e São Sebastião do Paraíso, em Minas Gerais.

A iniciativa tem como objetivo ampliar o acesso ao ensino superior e promover a inclusão de grupos historicamente excluídos desse espaço.

As oportunidades são destinadas exclusivamente a travestis, pessoas transexuais e transgêneros que atendam aos requisitos estabelecidos no edital do processo seletivo.

As inscrições são gratuitas e seguem até o dia 24 de agosto de 2026.

Quem pode concorrer às vagas para pessoas trans na UFLA

  • realizem autodeclaração como pessoa trans, no ato da matrícula inicial, por meio de formulário próprio disponibilizado pela Diretoria de Registro e Controle Acadêmico (DRCA).
  • tenham realizado o Enem em uma das edições entre 2009 e 2025, sem nota zero na redação e sem ausência nos dias de prova;
  • tenham concluído integralmente o ensino médio em escolas públicas, ou em escolas comunitárias atuantes na educação do campo conveniadas com o poder público;

Critérios de seleção

A seleção será feita exclusivamente com base na nota do Enem escolhida pela pessoa candidata no momento da inscrição. Em caso de empate, serão utilizados critérios como maior nota em redação, linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas, sucessivamente, além da idade.

Cronograma

  • Inscrições: 12/08/2026 a 24/08/2026
  • Conferência dos dados: 24/08/2026
  • Resultado preliminar: 26/08/2026
  • Recursos: 27 e 28/08/2026
  • Resultado dos recursos e resultado final: 01/09/2026

Inscriçõe e Edital

Confira o edital na íntegra

As convocações e procedimentos de matrícula serão realizados pela DRCA no endereço drca.ufla.br/graduacao/matriculas. O acompanhamento das chamadas é de responsabilidade da pessoa candidata.

Os interessados devem consultar o edital completo para conferir os critérios de participação, documentação exigida, cronograma e demais regras da seleção.

As informações sobre o processo seletivo e as inscrições estão disponíveis no portal oficial da Universidade Federal de Lavras (UFLA).

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​Governo de Minas abre concurso com 30 vagas e salário de R$ 5,2 mil 

mão realizando prova de concurso gabarito

Governo de Minas abre concurso para Especialista em Políticas Públicas com 30 vagas e salário inicial de R$ 5.226,60

O Governo de Minas Gerais publicou o edital do concurso público para a carreira de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental (EPPGG). São oferecidas 30 vagas para o quadro de pessoal da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag).

A remuneração inicial prevista no edital é de R$ 5.226,60, para jornada de trabalho de 40 horas semanais. O ingresso ocorre no nível I, grau A, da carreira.

As inscrições para o concurso serão realizadas entre 24 de agosto e 28 de setembro de 2026, até as 23h59, pelo sistema da Fundação CEFETMINAS. A taxa de inscrição é de R$ 65, valor que não inclui eventual taxa referente à inscrição no Enem.

Uma característica importante da seleção é que o candidato deverá obrigatoriamente estar inscrito no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026. O número de inscrição no exame será exigido para a inscrição no concurso.

O concurso será realizado em três etapas. A primeira utiliza as provas objetivas e a redação do Enem 2026, com caráter eliminatório e classificatório. A segunda consiste na habilitação documental dos candidatos classificados. A terceira é a realização do Curso de Graduação em Administração Pública (Csap), ministrado pela Escola de Governo Professor Paulo Neves de Carvalho, da Fundação João Pinheiro.

Para a etapa de habilitação documental poderão ser convocados até 90 candidatos, respeitando a distribuição entre ampla concorrência e as modalidades de reserva de vagas.

Graduação gratuita e bolsa de um salário mínimo

Os 30 candidatos aprovados, classificados e habilitados dentro do número de vagas serão convocados para cursar a graduação em Administração Pública. As aulas poderão ocorrer nos turnos da manhã e da tarde.

De acordo com o cronograma previsto no edital, o curso começa em março de 2027 e a previsão de realização e integralização vai até dezembro de 2030.

O curso é gratuito e os estudantes que não forem servidores públicos do Estado de Minas Gerais terão direito a uma bolsa mensal correspondente a um salário mínimo, conforme a legislação vigente na época da matrícula. Servidores públicos estaduais enquadrados nas condições previstas no edital poderão ter dispensa de ponto durante o período letivo.

A matrícula no curso será realizada na Escola de Governo da Fundação João Pinheiro, na Alameda das Acácias, nº 70, bairro São Luiz/Pampulha, em Belo Horizonte.

Vagas não são exclusivas de Belo Horizonte

Embora a graduação seja realizada pela Fundação João Pinheiro em Belo Horizonte, as 30 vagas do concurso não são destinadas exclusivamente à capital mineira.

O cargo pertence ao quadro da Seplag, mas o exercício profissional poderá ocorrer em unidades administrativas de órgãos e entidades da administração direta e indireta do Poder Executivo estadual. Essas unidades estão sediadas tanto em Belo Horizonte quanto em outros municípios de Minas Gerais.

A definição do local de exercício será feita pela Subsecretaria de Gestão de Pessoas da Seplag, considerando as necessidades da administração estadual. Portanto, o edital não apresenta uma distribuição prévia das 30 vagas por município.

Como são distribuídas as vagas

Das 30 oportunidades, 15 são destinadas à ampla concorrência e outras 15 às reservas legais.

São 3 vagas para pessoas com deficiência, 6 para candidatos autodeclarados negros, 1 para candidato autodeclarado indígena e 5 para candidatos de baixa renda egressos de escola pública. Caso vagas reservadas não sejam preenchidas, elas serão revertidas para a ampla concorrência, conforme as regras do edital.

Quem pode participar

Entre as condições para inscrição estão ser brasileiro nato ou naturalizado, possuir RG e CPF, ter número de inscrição no Enem 2026, estar em dia com as obrigações eleitorais e, quando aplicável, militares, além de possuir ensino médio concluído em instituição reconhecida pelo Ministério da Educação ou certificação equivalente.

Isso significa que não é necessário já possuir curso superior para participar da seleção. A formação superior necessária para ingresso na carreira será justamente o diploma obtido no Curso de Graduação em Administração Pública da Fundação João Pinheiro. Para a posse no cargo, o candidato deverá ter pelo menos 18 anos e cumprir os demais requisitos estabelecidos no edital.

O que faz um Especialista em Políticas Públicas

Entre as atribuições gerais do EPPGG estão a formulação, supervisão e avaliação de políticas públicas, além de atividades relacionadas a planejamento e avaliação, administração financeira e orçamentária, contabilidade, modernização da gestão, racionalização de processos, gestão e tecnologia da informação, recursos humanos, logística, recursos materiais e administração patrimonial.

Depois de concluir o curso de Administração Pública e atender aos demais requisitos estabelecidos pelo concurso e pela legislação, o candidato poderá ingressar na carreira de EPPGG. O edital prevê que o diploma do Csap é a escolaridade de nível superior exigida para o cargo.

Edital e Inscrições

Edital

O período de inscrições vai de24 de agosto a 28 de setembro de 2026, com taxa no valor de R$ 65.

Mais informações nos sites da Fundação João Pinheiro e da Fundação Cefetminas.

Fonte: Fundação João Pinheiro | Assessoria de Comunicação

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​Começa o cadastramento escolar para o ano letivo de 2027 em Varginha 

Cadastramento escolar para 2027 começa em Varginha e segue até 21 de agosto. Veja quem deve fazer, documentos necessários e como se cadastrar

A Prefeitura de Varginha, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SEDUC), realiza, a partir de hoje, dia 10 até o dia 21 de agosto de 2026, o Cadastramento Escolar para o ano letivo de 2027. A iniciativa é destinada a crianças e estudantes que ingressarão na rede municipal de ensino ou que estejam vindo de outras localidades e de escolas particulares.

Devem realizar o cadastramento:

  • Crianças com 4 anos completos ou que completarão essa idade até 31 de março de 2027, para a Pré-Escola I;
  • Crianças com 5 anos completos ou que completarão essa idade até 31 de março de 2027, para a Pré-Escola II;
  • Crianças com 6 anos completos ou que completarão essa idade até 31 de março de 2027, para o 1º ano do Ensino Fundamental;
  • Alunos vindos de outras localidades ou transferidos de escolas particulares, da Pré-Escola ao 5º ano do Ensino Fundamental.

O atendimento presencial ocorre na SEDUC (Av. Brasil, 171, Vila Pinto – abaixo da Praça do Rodelão), no horário das 7h30 às 15h30, sem intervalo para o almoço.

Para realizar o cadastro, é necessário apresentar certidão de nascimento, CPF do estudante, comprovante de residência em nome do responsável legal ou contrato de aluguel e declaração de escolaridade, no caso de alunos vindos de outras localidades ou de escolas particulares. Os documentos originais e as respectivas cópias devem ser apresentados.

O cadastramento também pode ser realizado de forma rápida pela internet, por meio deste link.

A Prefeitura de Varginha reforça a importância de que pais e responsáveis fiquem atentos ao período de cadastramento e providenciem a documentação necessária dentro do prazo, contribuindo para a organização da rede municipal de ensino e para o planejamento das vagas para 2027.

Estamos dando início a uma etapa muito importante para a educação de Varginha: o Cadastramento Escolar para o ano letivo de 2027. De hoje, 10 de agosto, até o dia 21, pais e responsáveis devem ficar atentos e realizar o cadastro das crianças e estudantes que irão ingressar na nossa rede municipal de ensino ou que vêm de outras localidades e da rede particular. Esse cadastramento é fundamental para que a Secretaria Municipal de Educação possa planejar as vagas, organizar as unidades escolares e garantir um atendimento cada vez melhor às nossas crianças e estudantes. Estamos trabalhando hoje para preparar a educação de amanhã, com planejamento, responsabilidade e, principalmente, com o compromisso de oferecer às nossas crianças uma educação pública de qualidade. Varginha acredita na educação como instrumento de transformação e na construção de um futuro melhor para todos”, afirma Leonardo Ciacci, prefeito de Varginha.

Fonte: Prefeitura de Varginha

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Dia dos Pais: ampliar a licença-paternidade é um avanço, mas ainda é preciso compartilhar o cuidado

Nova legislação amplia gradualmente a licença-paternidade no Brasil a partir de 2027 e reacende o debate sobre a participação dos homens no cuidado com os filhos

O Dia dos Pais de 2026 será marcado por uma conquista no campo dos direitos sociais: a Lei nº 15.371/2026, que amplia progressivamente a licença-paternidade de cinco para dez dias a partir de 2027, alcançando vinte dias de afastamento remunerado em 2029. A medida representa um avanço na regulamentação de um direito previsto na Constituição Federal de 1988, cuja efetivação permaneceu limitada ao período transitório de cinco dias por quase quatro décadas. Mas fica a pergunta: essa mudança será suficiente para transformar a forma como os homens participam do cuidado com os filhos e para redefinir o papel do Estado e do mercado na promoção do cuidado?

Para responder a essa questão, é necessário compreender o que se entende por cuidado. No âmbito da Política Nacional de Cuidados, ele é definido como o conjunto de atividades, relações e responsabilidades voltadas à manutenção, ao desenvolvimento e ao bem-estar das pessoas ao longo da vida. Isso inclui tanto o cuidado direto, como alimentar, higienizar, acompanhar, proteger e oferecer apoio emocional, quanto o cuidado indireto, relacionado ao trabalho doméstico e à organização das condições materiais que tornam possível a vida cotidiana.

A Política Nacional de Cuidados instituída em 2023, parte do reconhecimento de que esse trabalho é indispensável para a reprodução da vida e para o funcionamento da própria sociedade. Apesar de sua importância, o cuidado permanece historicamente desvalorizado, frequentemente não remunerado ou realizado em condições precárias, além de ser distribuído de forma desigual entre homens e mulheres, com impactos mais intensos sobre mulheres negras e em situação de maior vulnerabilidade social.

Sob essa perspectiva, a ampliação da licença-paternidade pode ser compreendida como uma estratégia para redistribuir responsabilidades entre homens, Estado e mercado de trabalho. No entanto, responder à pergunta inicial exige olhar para além da nova legislação. A transformação das relações de cuidado depende da atuação articulada desses três atores e de mudanças culturais capazes de romper com a ideia de que cuidar é uma responsabilidade essencialmente feminina.

No Brasil, a baixa participação masculina no cuidado dos filhos assume diferentes formas. Ela pode começar ainda durante a gestação, com o abandono da mãe, prosseguir pela recusa do reconhecimento da paternidade ou pelo não pagamento da pensão alimentícia e permanecer na reduzida participação dos homens nos cuidados cotidianos durante a infância e a adolescência. Assim, ampliar um direito, por si só, não garante mudanças significativas se a responsabilidade pelo cuidado continuar recaindo quase exclusivamente sobre as mulheres.

Essa realidade, contudo, não resulta apenas de escolhas individuais. Ela também reflete a forma como o Estado organizou historicamente as políticas sociais. Durante décadas, predominou a compreensão de que o cuidado com crianças, idosos e pessoas com deficiência constituía uma responsabilidade privada das famílias, sobretudo das mulheres. Nesse contexto, a ampliação da licença-paternidade representa uma mudança importante ao prever que seu custeio seja realizado pela Previdência Social, reduzindo parte dos custos diretos anteriormente suportados pelos empregadores. Além de fortalecer a proteção social, essa medida tende a reduzir um dos fatores que podem estimular práticas discriminatórias na contratação de trabalhadores e reforça o entendimento de que o cuidado com os filhos constitui uma responsabilidade de interesse coletivo, e não apenas familiar.

O mercado de trabalho também exerce influência decisiva sobre a organização do cuidado. Em muitas empresas, trabalhadores que precisam acompanhar consultas médicas, dividir os cuidados com os filhos ou conciliar responsabilidades familiares ainda enfrentam resistência ou receio de serem percebidos como menos comprometidos profissionalmente. Essa cultura organizacional reforça estereótipos de gênero, desestimula a participação masculina no cuidado e contribui para manter a sobrecarga feminina.

Nesse cenário, a ampliação da licença-paternidade possui um potencial transformador que vai além do aumento do período de afastamento remunerado. Ao incentivar a participação dos pais desde os primeiros dias de vida da criança, a medida pode fortalecer vínculos familiares, favorecer uma divisão mais equilibrada das responsabilidades domésticas e contribuir para a construção de uma cultura em que o cuidado deixe de ser atribuído quase exclusivamente às mães.

Por isso, a nova legislação deve ser compreendida como um importante ponto de partida, e não como uma solução definitiva. Promover uma distribuição mais equitativa das responsabilidades de cuidado exige transformações que ultrapassam a ampliação da licença-paternidade. São necessárias mudanças culturais capazes de romper com a associação histórica entre cuidado e feminilidade, políticas públicas consistentes e ambientes de trabalho que reconheçam o cuidado como uma dimensão legítima da vida social e profissional. Afinal, cuidar não constitui apenas um gesto individual de afeto, mas um trabalho socialmente necessário, indispensável à manutenção da vida e ao funcionamento da sociedade, cuja responsabilidade deve ser compartilhada entre homens, Estado, mercado e sociedade.

Entretanto, reconhecer o potencial transformador da nova legislação não significa desconsiderar seus limites. A forma como a ampliação da licença-paternidade foi concebida também reflete desigualdades estruturais presentes na sociedade brasileira. O benefício alcança apenas trabalhadores com vínculo formal de emprego, deixando desprotegidos milhões de trabalhadores informais e pessoas desempregadas, justamente aqueles que vivenciam condições mais precárias de vida e de trabalho. Assim, seus efeitos tendem a concentrar-se entre homens inseridos no mercado formal, mais frequentemente residentes em áreas urbanas e pertencentes aos segmentos de maior proteção social (Biroli, 2016; Instituto Promundo, 2021).

Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2026) evidenciam a magnitude dessa exclusão: o Brasil possui cerca de 38,5 milhões de trabalhadores informais e aproximadamente 5,9 milhões de pessoas desempregadas. As desigualdades raciais aprofundam esse cenário. Homens negros (pretos e pardos) estão mais presentes no desemprego e na informalidade e, mesmo quando inseridos no mercado de trabalho, recebem rendimentos significativamente inferiores aos dos homens brancos. Dessa forma, embora represente um avanço importante no reconhecimento do direito ao cuidado, a nova legislação alcança de maneira desigual diferentes grupos sociais, reproduzindo parte das desigualdades que busca enfrentar.

Isso não diminui sua importância. Ao contrário, evidencia que a ampliação da licença-paternidade precisa ser articulada a uma política mais ampla de cuidados. A expansão da oferta de creches e escolas em tempo integral, o fortalecimento dos serviços públicos de cuidado, políticas de proteção à infância, medidas de promoção da igualdade de gênero e raça e ações que incentivem a participação dos homens nas responsabilidades familiares são iniciativas complementares para promover uma distribuição mais equilibrada das responsabilidades pelo cuidado de crianças, adolescentes, pessoas com deficiência, idosos e pessoas em situação de dependência.

Assim, a resposta à pergunta inicial é que a ampliação da licença-paternidade representa um marco importante, mas não será suficiente, isoladamente, para transformar a organização social do cuidado no Brasil. Essa mudança depende da construção de um sistema de cuidados que reconheça o cuidado como um direito tanto de quem precisa dele quanto de quem o realiza. Mais do que um benefício trabalhista, a nova licença-paternidade constitui um passo importante para que o cuidado deixe de ser visto como uma responsabilidade privada das mulheres e passe a ser assumido como um compromisso compartilhado entre famílias, Estado, mercado e sociedade.

Neste Dia dos Pais, a principal homenagem talvez não esteja apenas nas celebrações ou nas mensagens de carinho, mas também no reconhecimento de que ser pai significa participar ativamente do cuidado. A ampliação da licença-paternidade representa uma oportunidade para que os homens estejam presentes desde os primeiros dias de vida dos filhos e compartilhem responsabilidades que, historicamente, recaíram sobre as mulheres.

Mais do que ampliar um direito trabalhista, a nova legislação convida a sociedade brasileira a repensar a forma como o cuidado é organizado. Quando homens, Estado, mercado e sociedade assumem conjuntamente essa responsabilidade, fortalecem-se os vínculos familiares, a igualdade de gênero, a proteção da infância e a própria democracia. Nesse sentido, o Dia dos Pais de 2026 pode ser lembrado não apenas pela ampliação da licença-paternidade, mas como um marco na construção de uma cultura em que cuidar deixe de ser uma obrigação feminina para se tornar um compromisso coletivo.

Referências

BIROLI, F. Divisão sexual do trabalho e democracia. DADOS: Revista de Ciências Sociais, Rio de Janeiro, v. 59, n. 3, p. 719-754, 2016. Disponível em: https://doi.org/10.1590/00115258201690. Acesso em: 6 jul. 2025.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). PNAD Contínua: Indicadores IBGE: mercado de trabalho brasileiro. Rio de Janeiro: IBGE, 2026. Disponível em: ibge.gov.br. Acesso em: 5 ago. 2026.

INSTITUTO PROMUNDO. Primeiro relatório sobre as paternidades negras no Brasil. Instituto Promundo, 2021. Disponível em: https://biblioteca.fmcsv.org.br/biblioteca/primeiro-relatorio-sobre-as-paternidades-negras-no- brasil/. Acesso em: 12 abr. 2024.

Tanilda das Graças Araujo é mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Gestão Pública e Sociedade da UNIFAL-MG (2026), pós-graduada em Direito Processual (2005) e em Direito Público (2007) pela Escola Superior de Advocacia da OAB/MG-UNIFENAS. Advogada trabalhista filiada no Sindicado dos Advogados de MG, atualmente atua como Secretaria Municipal Fazenda na Prefeitura de Alfenas. Temas de interesse: Direito, Trabalho, Cuidado, Equidade de gênero.

Aline Lourenço de Oliveira é professora do Instituto de Ciências Sociais Aplicadas (ICSA) da UNIFAL-MG, campus Varginha, e integrante do corpo docente do Programa de Pós-Graduação em Gestão Pública e Sociedade (PPGPS). É coordenadora do grupo de pesquisa Gênero pela Não Intolerância (GENI) e coordenadora adjunta do projeto “Efeitos extrapenais para mulheres familiares de pessoas em situação de cárcere”, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (FAPEMIG).

Fonte: Jornal Unifal-MG

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