Tanto o Pé-de-Meia quanto o Pé-de-Meia Licenciaturas são programas que oferecem incentivo financeiro para a permanência e a conclusão dos estudos. Enquanto um é voltado para alunos do ensino médio, o outro é para quem quer ingressar na educação superior.
Você sabe qual a diferença entre os programas Pé-de-Meia e Pé-de-Meia Licenciaturas?
Foi com a ajuda do Pé-de-Meia que Giovanna Souza dos Santos, de 18 anos, moradora do município fluminense de Duque de Caxias, conseguiu se dedicar integralmente aos estudos e concluir o ensino médio no Colégio Pedro II – Campus Duque de Caxias. “O Pé-de-Meia foi realmente importante porque no ensino médio eu estava muito preocupada com a questão de trabalho. Então, o programa me tirou um peso, uma preocupação. Consegui focar nos estudos e ter bons resultados”.
A estudante foi aprovada pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para cursar Ciências Biológicas na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Giovanna é a primeira da família a ingressar em uma universidade federal. Ela conta como descobriu que queria seguir a carreira docente: “Quando eu estava na escola, fiz um projeto sobre o ensino de biologia para pessoas com deficiência visual. Foi aí, então, que descobri que queria ser professora”.
Com a nota de 696 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a jovem vai participar do Pé-de-Meia Licenciaturas. Na sua visão, o programa é importante para combater o apagão de professores no país e valorizar estudantes de licenciatura. “Esse auxílio vai me dar uma tranquilidade em relação aos gastos com a faculdade. Não vou precisar me desesperar para arrumar um emprego ou um estágio. Também acho que é uma medida de valorização. Tem gente que quer ser professor, mas mira em outro curso por causa do dinheiro e não se dedica tanto, não põe todo o esforço, porque não é aquilo que a pessoa realmente quer. Agora, essas pessoas vão poder se dedicar ao que é a sua paixão”, completa.
Criados pelo Ministério da Educação (MEC), o Pé-de-Meia e o Pé-de-Meia Licenciaturas são dois programas que oferecem incentivo financeiro-educacional para evitar a evasão dos alunos e incentivar a conclusão dos estudos. O primeiro é voltado para os estudantes que estão no ensino médio público e o objetivo dele é garantir que eles não precisem abandonar os estudos por questões financeiras. O segundo tem o intuito de incentivar a formação de professores e é destinado às pessoas que desejam ingressar em cursos presenciais de licenciatura.
Pé-de-Meia
Para participar do Pé-de-Meia, os estudantes precisam estar matriculados no ensino médio público e ser beneficiários do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). O programa oferece R$ 200 por mês aos alunos que mantiveram a frequência mínima e R$ 1 mil após a conclusão de todos os anos de ensino médio, que só podem ser retirados da poupança quando se formarem nessa etapa de ensino. Além disso, o estudante ainda pode receber R$ 200 caso participe dos dois dias do Enem. Considerando todas as parcelas, os valores chegam a R$ 9,2 mil por aluno.
Pé-de-Meia Licenciaturas
O Pé-de-Meia Licenciaturas é uma iniciativa do Programa Mais Professores para o Brasil e oferece bolsas aos estudantes que obtiverem nota igual ou superior a 650 pontos no Enem e optarem por cursos de licenciatura presenciais. Os estudantes receberão uma bolsa mensal de R$ 1.050, sendo R$ 700 disponíveis para saque imediato e R$ 350 guardados na poupança para retirada após ingresso em uma rede pública de ensino. Para manter a bolsa e sacar a poupança, é necessário: cursar a quantidade de créditos obrigatórios de cada período; obter resultados acadêmicos satisfatórios; e ingressar na rede pública em até cinco anos após a conclusão da licenciatura.
Para 2025, o MEC disponibilizou até 12 mil bolsas. Para fazer parte do Pé-de-Meia Licenciaturas, é preciso, ainda, cumprir exigências do Edital nº 1/2025 da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), além das regras do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Programa Universidade para Todos (Prouni) ou do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)
Vencedores das três categorias do Prêmio Educador Nota 10 podem receber premiação até R$ 25 mil.
Estão abertas as inscrições para o Prêmio Educador Nota 10, voltado a professores, orientadores, coordenadores e diretores de escolas públicas e privadas. Podem participar profissionais de todas as etapas de ensino e de todo o país que contribuem para a transformação social. Os premiados receberão de R$ 15 mil a R$ 25 mil.
Ao todo, serão premiadas nove iniciativas desenvolvidos ao longo de 2024, divididas em três eixos temáticos:
Direitos Humanos;
Inovação;
Tecnologia e Sustentabilidade.
Os primeiros, segundos e terceiros colocados em cada eixo temático receberão, respectivamente, o prêmio em dinheiro no valor de R$ 25 mil, R$ 20 mil e R$ 15 mil. Os vencedores também serão contemplados com bolsas integrais de pós-graduação e acesso à PROFS, plataforma online de formação continuada para educadores, desenvolvida pela SOMOS Educação.
Os três projetos indicados ao primeiro lugar de cada eixo temático concorrerão ao prêmio Educador do Ano. O grande vencedor receberá uma doação, no valor de R$ 25 mil, que será destinada à escola em que o projeto foi realizado.
Os vencedores de cada eixo serão anunciados em outubro, durante a cerimônia de premiação realizada em São Paulo.
Realizado pelo Instituto SOMOS, o Prêmio Educador Nota 10 recebeu 86 mil projetos ao longo de sua existência e premiou 279 educadores de diversas regiões brasileiras, com cerca de R$ 3,5 milhões em prêmios.
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site da premiação até o dia 30 de maio.
Acordo é um dos passos da meta de transformar a fazenda de Pedro Leopoldo em campus avançado para sediar atividades de ensino, pesquisa e extensão relacionadas à sustentabilidade e à inovação.
A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a União Espírita Mineira (UEM) firmaram, neste mês, um acordo de parceria que vai resultar em uma série de investimentos e melhorias na Fazenda Modelo, equipamento de 419 hectares situado em Pedro Leopoldo, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Pertencente à União, a fazenda é ocupada de forma ordenada pela UFMG desde ao menos 1993, quando a Escola de Veterinária e outras unidades passaram a desenvolver atividades em suas instalações.
Em 2019, a União celebrou com a Universidade um contrato de cessão para o uso gratuito do espaço, fazendo avançar as possibilidades de seu usufruto. Assinado nesse contexto, o acordo de agora, que retoma a parceria da Universidade com a UEM, visa justamente retomar, possivelmente ainda no primeiro semestre de 2025, o núcleo de eventos e visitações públicas da fazenda, cujas atividades estavam interrompidas desde antes da pandemia.
O compromisso firmado entre UFMG e UEM não implica custos para a Universidade; os gastos com as reformas, adequações e manutenções eventualmente realizadas nas edificações da fazenda serão de responsabilidade exclusiva da entidade representante do movimento espírita em Minas Gerais. Na data de uma eventual extinção do acordo de parceria, os bens agregados aos prédios pelas intervenções serão, conforme cláusula do acordo, destinados à UFMG.
Como contrapartida a esses investimentos, a UEM poderá voltar a desenvolver, nos espaços da fazenda, atividades relacionadas à promoção da memória do médium e filantropo brasileiro Chico Xavier. Essas atividades já foram realizadas no local no início da década de 2010, em um Centro Cultural criado em sua homenagem, com base em parceria anterior entre a UFMG, a UEM e a Federação Espírita Brasileira (FEB). As atividades previstas nesse acordo haviam sido interrompidas durante a pandemia.
A memória de Chico Xavier
Nascido em Pedro Leopoldo, Chico Xavier trabalhou por cerca de 25 anos na Fazenda Modelo da cidade como escrevente-datilógrafo, na época em que era funcionário do Ministério da Agricultura. No período, atuou sob a liderança do engenheiro agrônomo Rômulo Joviano, administrador da fazenda, que também era espírita. O novo acordo firmado entre UFMG e UEM prevê que a entidade providenciará a contratação, às suas expensas, de guias para explicar aos visitantes toda essa história e a história da própria fazenda, além de empregados que atuarão na fazenda em funções como limpeza, segurança e manutenção.
Com vigência de 60 meses, o acordo é um dos passos que a Administração Central vem dando com o intuito de tornar Pedro Leopoldo a sede de um “campus sustentável” da Universidade na região, com foco em atividades de sustentabilidade e inovação. “O fato é que não temos muito mais para onde crescer no campus Pampulha. Um dos dos futuros da UFMG está aqui, em Pedro Leopoldo”, afirma a reitora Sandra Regina Goulart Almeida. “Em princípio, devemos começar com cursos de extensão, projetos específicos. Mas, quem sabe, no futuro, a gente não possa ter até mesmo cursos sendo ministrados aqui?”, projeta a reitora. A cerimônia de assinatura da parceria firmada entre UFMG e UEM foi realizada no último dia 6 na própria fazenda.
O caminho para um novo campus
Conforme contrato de cessão assinado em 2019 com a União, a UFMG deve fazer uso gratuito da Fazenda Modelo de Pedro Leopoldo por 20 anos, com cláusula que permite prorrogação por iguais e sucessíveis períodos. Porém, segundo a reitora Sandra Goulart, isso não basta; para que a Universidade possa concretizar o sonho de transformar o local em um verdadeiro campus, em benefício da população de Minas Gerais, de Pedro Leopoldo e do Brasil, seria preciso haver a transferência definitiva da fazenda à instituição, em doação.
“Como instituição pública, a UFMG só pode investir recursos na fazenda, realizar construções, reformas, se tiver, de fato, a sua posse”, lembra a dirigente. De acordo com o atual modelo contratual de cessão, a Universidade fica incumbida do uso e da conservação do local tal como ele atualmente figura. Para que o local possa ser preparado para sediar atividades de ensino, pesquisa e extensão, a doação seria então imprescindível. O projeto para transformar a fazenda em um campus sustentável avançado conta com Plano Diretor.
“Temos trabalhado com a Secretaria do Patrimônio da União [órgão vinculado ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos] para que essa doação se concretize o mais rápido possível, e a SPU tem demonstrado boa vontade nesse sentido. Todos os dirigentes envolvidos com o projeto têm mostrado boa vontade em relação a ele. As conversas estão em andamento. Já tive reuniões em Brasília, e eles ficaram muito entusiasmados com o Plano Diretor que apresentamos. A Prefeitura de Pedro Leopoldo, de sua parte, está dando todo o apoio para que a gente possa concretizar essa doação o mais rapidamente possível”, demarca a reitora.
Com efeito, a UFMG também mantém acordo de cooperação com a cidade de Pedro Leopoldo. Em razão dele, antes da cerimônia de assinatura do acordo de parceria com a UEM, a reitora reuniu-se com o atual prefeito, Emiliano Braga dos Santos, para retomar tratativas que remontam a acertos feitos com gestões anteriores. “Na UFMG, temos a filosofia de que a Universidade precisa conversar com a natureza das cidades onde ela está inserida. Queremos preservar toda a parte histórica da fazenda, em consonância com o interesse da cidade, e investir em jardins, espaços de convivência, teatro, quem sabe um centro de convenções que possibilite a realização de eventos culturais. Uma das demandas da cidade é que a Fazenda Modelo volte a ser o polo turístico que já foi um dia. Essa, pois, é uma das nossas metas da parceria que celebramos“, destacou a reitora.
Os próximos passos
As primeiras ações a serem realizada pela União Espírita Mineira (UEM) no espaço serão reformas e adequações de áreas específicas internas e do entorno da edificação denominada “Chico Xavier”, em cujo subsolo já existe um memorial do médium, o Espaço Cultural Chico Xavier. Paralelamente, serão realizadas reformas e adequações na parte externa da edificação denominada “Casarão”, onde Chico Xavier trabalhava. Esses são os espaços principais do núcleo de eventos e visitações públicas da fazenda.
Na cerimônia de assinatura da parceria com a UEM, a UFMG foi representada pela reitora, pelo vice-reitor, Alessandro Moreira, que preside o comitê gestor da Fazenda Experimental, e pela diretora de Cooperação Institucional, Zélia Lobato, também integrante do comitê. A União Espírita Mineira, por sua vez, foi representada por Alisson Pontes de Souza, presidente da instituição, que comemorou a retomada das atividades do Centro Cultural. “Chico Xavier tinha esta fazenda como a sua menina dos olhos. Esse acordo visa proteger a Fazenda Modelo, ampliar o seu espaço cultural e abri-lo para visitação. O foco será a personalidade dessa pessoa tão importante para a história brasileira, que trabalhava pela paz, pela fraternidade e por uma sociedade mais justa e mais humana”, afirmou Alisson Pontes, após a celebração da parceria.
A Fazenda Modelo
Criada nos anos 1920 pelo Governo Federal, a Fazenda Modelo de Pedro Leopoldo tinha como objetivo contribuir para o crescimento da pecuária nacional, tendo abrigado o Laboratório Nacional Agropecuário (Lanara). A partir de 1993, a área foi ocupada de forma ordenada pela Escola de Veterinária da UFMG, que passou a realizar no local atividades de ensino, pesquisa e extensão — posteriormente, outras unidades acadêmicas também passaram a desenvolver atividades no local.
Recentemente, a regularização fundiária da área foi desobstruída, permitindo a transformação da Fazenda em um Centro de Produção Sustentável, unificando ações da UFMG e do governo local. Isso possibilitará recuperar, preservar e disponibilizar ao público seu acervo histórico, mantendo como diretrizes a produção sustentável, a preservação ambiental e o turismo religioso.
Essa contextualização histórica consta do resumo do artigo História da Fazenda Modelo da UFMG em Pedro Leopoldo – MG, publicado em 2018, na revista científica Semana Acadêmica, pelo historiador Murilo Luiz Gentil de Oliveira, mestre em Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável pela Escola de Arquitetura e Urbanismo da UFMG. No artigo, Murilo Gentil conta em detalhes a história da Fazenda Modelo. O artigo pode ser lido na Revista Científica Semana Acadêmica.
Para o pesquisador, a transferência do equipamento para a Universidade possibilitará que a fazenda seja transformada em um polo “interdisciplinar de sustentabilidade e de produção do conhecimento, um parque integrador”, “onde a cidade poderá interagir com o espaço, vendo de perto os experimentos”.
Quando entramos no universo das reflexões sobre como a filosofia enxerga a tecnologia, percebemos na história desta ciência a tentativa recente e bem-sucedida, mas pouco divulgada, que busca jogar luzes na conflituosa relação entre o ser e a técnica.
É assim na obra “Meditación sobre La Técnica” de 1939 do autor espanhol José Ortega y Gasset (1883 – 1955), ou em “A questão técnica” lançada em 1959 pelo alemão Martin Heidegger (1889 – 1976), ou ainda em “A alma na época técnica” do também alemão Arnold Gehlen (1909 – 1976).
Todos, a despeito da diversidade de pensamento, fluem em alguns consensos. Para eles, técnica e tecnologia não se separam. São conceitos de uma mesma realidade, aquela que ao mesmo tempo é própria do ser humano e que busca dominar o que está à sua volta, num movimento que gira na órbita: menor esforço – maiores resultados.
Eles também concordam que a história da evolução tecnológica é feita de fases. E há um marco divisório, que em Heidegger e Gehlen está bem explícito e em Ortega y Gasset subentendido. As ideias dos autores dividem a tecnologia entre antes e depois do período que compreende o Iluminismo e a Revolução Industrial.
Até esse intervalo da história da humanidade, os autores concordam que produzir era estar em contato com a terra, com os recursos naturais. Esse contato não era um simples aproveitar, exigia cuidado. Cultivar era cuidar para continuar cultivando, produzindo. Um período em que as restrições técnicas criavam códigos morais inevitáveis.
Ortega y Gasset chama o ser humano de homo-faber, ou seja, produzir é o que nos difere enquanto seres pensantes e não meramente viventes. Assim, ser e fazer se misturam. Com o avanço técnico, o uso da ciência e a percepção quase determinista de uma evolução veloz, veio a noção da perda dos limites. O ‘fazer’ então é ilimitado. Onde a vastidão do ‘tudo possível’ lança o ser numa miríade de alternativas que o aproxima do ‘nada ser’. Parecemos viver num mundo onde tudo é possível, o que torna o tudo poder em tudo ser. Indefinições que, com a mesma velocidade nos lançam na infinitude de possibilidades, também nos atormentam com o efeito paralisante das infinitas alternativas.
Quem nunca abriu algum aplicativo de rede social, ou o próprio celular e minutos depois se deu conta que não sabia mais o motivo original de sua iniciativa? Exemplo simplório para retratar um pensamento robusto. Assim, justificava o filósofo espanhol na década de 1930 do século passado que paradoxalmente quanto mais se avança tecnologicamente mais se experimenta o vazio existencial.
Para Heidegger, a evolução tecnológica pós-Iluminismo, pós-Revolução Industrial mostrou que a terra é máquina em potencial. Ela está no estado que ele batizou em alemão de bastard, ou seja, disponível. Segundo Alberto Cupani, autor brasileiro que analisa esses e outros filósofos, a evolução técnica, em Heidegger, nesta fase, mostra que “sem deixar de ser um desabrigar, ela é um desafiar”. Desafia-se os limites. Desafia-se o impossível. Para Heidegger, tudo o que a técnica toca se torna disponível, se torna recurso. Não raro o uso das expressões ‘recursos humanos’ ou ‘capital humano’ são bastante difundidas. Para o alemão, a técnica moderna tem como premissa possível o esgotamento também do indivíduo enquanto recurso. A realidade técnica tende senão deixar de pressupor o humano, ao limitá-lo o máximo possível.
Arnold Gehlen navega por águas semelhantes. Mas desce até as profundezas das relações. Para este alemão, a humanidade ao longo da história passou inúmeros milênios presa no eixo controlar recursos – prever resultados. Esse movimento contínuo intensificado na modernidade pelo avanço tecnológico fez com que nós lidássemos com a realidade a partir de lógicas técnicas. Mas alerta, a essência da técnica não é técnica, é humana, diz o autor. Portanto, lidar com os humanos com paradigmas técnicos trouxe ansiedade, subjetivismos exacerbados, um senso deturpado da realidade, vivências intermediadas entre outras exorbitâncias, sugere Gehlen. Tais considerações sobre o real, ou seja, essa forma de ver a realidade leva o ser a tomar decisões que o precipitam em atitudes equivocadas, para o autor.
Ao ter contato com esses e outros pensadores, pode nos incomodar o fato de parecer que se está lutando contra o natural movimento do tempo. Se está se deslocando da realidade em busca de um passado idealizado. Retroagindo na realidade em busca de um tempo tão idealizado quanto inexistente. E que é ao mesmo tempo distantemente melhor. Enfim, uma luta contra o progresso.
A questão que se impõe diante de um mundo altamente tecnológico não é se aceita-se ou não a vivência da tecnologia no dia a dia das pessoas. Isso já está posto. Ou imposto. É inexorável. A tecnologia avança implacável em nosso cotidiano.
O objeto de reflexão não é tão simples. Não há como negar e nem se esconder de um mundo que gira ao sabor da técnica. Seria como defender um indivíduo alienado de seu tempo e contexto social, ali no limite entre o deslocamento e a negação absurda.
O que se impõe e faz a reflexão dos autores atual, verdadeira e proveitosa é vivermos o mundo tecnológico sem ingenuidade. Sem achar que a tecnologia também não é política, como defendem autores como Andrew Feenberg, que desenvolveu o conceito de ‘tecnopoder’. Nessa ideia, temos que a tecnologia nunca é imparcial. Sempre atende, em um ou mais aspectos de sua utilização, às tendências socioeconomicamente dominantes.
Refletir sobre os limites da tecnologia é utilizar da reflexão histórico-filosófica como remédio para um mundo que, ao convidar para o banquete do momento, não alerta sobre os riscos da intoxicação; antes se aproveita dela para sua própria expansão.
Pode-se pensar, nessa linha de se proteger das doses cavalares de tecnologia, que os indivíduos sempre estiveram conectados. E das mais diversas formas, como ensina o recente método da História Global, criada no início dos anos 1990 pelo historiador indiano Sanjay Subrahmanyan. Os contextos históricos podem ser lidos através das conexões entre povos e sociedades. Estas ligações aconteciam (e acontecem) por meio do comércio, de objetos, de ideias, de livros, de correntes de pensamentos, de tendências de comportamento, modelos econômicos, pela arte etc.
Uma das muitas questões é, por que diante de inúmeras formas de se conectar, estamos preferencialmente optando pela conexão tecnológica? Aliás, ela é de fato conexão? Ela forma alianças razoavelmente concretas e seguras?
Por outro lado, podemos nos perguntar também, quais os valores que esse tipo de conexão traz junto de si? A quem favorece de fato esse modelo de rede interligada que tem se tornado prevalecente, entre nós? Há efeitos colaterais sobre seu uso? Quais? Já os senti? Por que não nos impomos esses tipos de perguntas? Estamos mesmo incluídos nesse novo mundo?
O fato é que na tal correria do dia a dia, soterrados pela avalanche de estímulos vindos dos celulares, o mundo gira e não paramos para perguntar por que seguimos nessa estrada.
A humanidade está sendo lançada contra desafios inéditos. Se antes as impossibilidades técnicas nos garantiam um afastamento de certos paradoxos e nos confortavam diante do intransponível, agora já não podemos nos dar a esses luxos se quisermos uma vida mentalmente feliz e autônoma. Agora podemos alcançar o antes inalcançável tecnicamente. E vamos nessa veloz caminhada de encontro ao impacto sem o amortecimento da reflexão? Parece danoso abrir mão dessa ferramenta humana tão ancestral quanto atualmente necessária.
Pensar sobre a tecnologia é, portanto, não uma ode ao passado. Uma fuga imaginária para um tempo que não existe mais. É enfrentar o correr frenético dos dias com destemor. É rejeitar o perigo escondido nas entrelinhas tão habilmente formatadas para não serem lidas de um mundo que se transforma diante de nós.
Tecnologia é um termo polissêmico. Abriga inúmeras realidades. Ela fascina, não há dúvidas. Aproxima. Reduz espaços. Reúne. Salva. Mas também subverte valores. Aterroriza. Provoca doenças antes menos incidentes. Mexe com a mente incitando intolerância. Tal qual fogo, ela transforma, alimenta e aquece, mas também destrói.
Pensar a tecnologia é não ser ingênuo. É retirar dela o que ela tem de melhor sem abdicar de condenar seus limites. É não a transformar em hegemônica em nossas vidas. É olhar mais nos olhos do que para a tela. É perceber, preferencialmente, a respiração antes dos filtros. Paradoxalmente, enquanto escrevo, a bateria do celular e do notebook se acabam e precisam ser recarregadas. A natureza em geral e a nossa, em particular, também precisam ser recarregadas e não há tomadas elétricas para isso, é preciso tempo, paz e reflexão.
Pensar filosoficamente a tecnologia é se reconectar consigo e com o que há de humano em cada uma das nossas relações, essa é nossa verdadeira fonte de existência. Já parou hoje para olhar o céu? Já sentiu a terra debaixo de seus pés? Já se perguntou sobre si mesmo em busca de autoconhecimento. Tecnologia pode ajudar, só não pode ser a dona de todo nosso espaço-tempo.
Unimontes abre inscrições para cursos de especialização gratuitos EAD – 450 vagas disponíveis!
A Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) está com inscrições abertas para 450 vagas em três cursos de especialização totalmente gratuitos na modalidade EAD. A oportunidade é oferecida em parceria com o Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB) e a CAPES, garantindo formação de qualidade. As inscrições estão abertas até 24 de março de 2025 pelo Edital nº 04/2025.
Cursos Disponíveis
Os cursos oferecidos têm carga horária flexível e contam com suporte pedagógico no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA). As vagas são distribuídas entre os seguintes cursos e polos presenciais:
✅ Especialização em Alfabetização e Multiletramentos (150 vagas) 📍 Polos: Taiobeiras, Jequitinhonha, Itamarandiba, Urucuia e Pompéu
✅ Especialização em Arte e Cultura Visual (150 vagas) 📍 Polos: Januária, Cataguases, Juiz de Fora, Formiga e João Pinheiro
✅ Especialização em Biotecnologia em Apicultura e Meliponicultura (150 vagas) 📍 Polos: Lagoa Santa, Várzea da Palma, Salinas, Corinto e Joaíma
Quem Pode se Inscrever?
Os cursos são voltados para profissionais e estudantes que atendam aos seguintes requisitos:
📌 Residir em Minas Gerais 📌 Possuir diploma de graduação ou declaração de conclusão de curso superior 📌 Atender aos critérios específicos de cada curso:
🔹 Alfabetização e Multiletramentos / Arte e Cultura Visual: Prioridade para professores da Educação Básica, gestores e profissionais da educação. 🔹 Biotecnologia em Apicultura e Meliponicultura: Prioridade para agentes públicos federais, estaduais e municipais.
Como se Inscrever?
🖥 Período de inscrição: Até 24 de março de 2025 📌 Local: Site oficial da Unimontes www.cead.unimontes.br
📜 Critério de seleção: Ordem cronológica de inscrição. Em caso de empate, prevalecerá a maior idade.
📅 Início das aulas: Abril de 2025
Garanta sua Vaga Agora!
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Estudantes do 9º ano do ensino fundamental público que pertencem a grupos prioritários poderão participar de curso para recuperação da aprendizagem e preparação para ingresso nos cursos técnicos integrados ao ensino médio ofertados pelos institutos federais (IFs), centros federais de educação tecnológica (Cefets) e Colégio Pedro II, instituições que integram a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.
Ao todo, 37 IFs, o Cefet de Minas Gerais e o Colégio Pedro II aderiram ao Partiu IF. Todos eles ofertarão uma turma com 40 vagas, em cada uma de suas unidades de ensino, para preparar os estudantes, totalizando 650 turmas em todo o país.
Os alunos matriculados receberão uma bolsa de R$ 200 por mês, durante 8 meses, mesma quantia concedida pelo programa Pé-de-Meia, iniciativa do MEC que visa estimular os estudantes a concluírem o ensino médio. O pagamento da ajuda de custo para permanência será feito pelas instituições após o início dos cursos.
O programa é voltado para estudantes em situação de vulnerabilidade social e pertencentes a grupos prioritários definidos pela Lei de Cotas (Lei nº 14.723/2023): aqueles oriundos de famílias com renda per capita de até um salário mínimo; negros; indígenas; quilombolas; e pessoas com deficiência.
Inscrições
As inscrições devem ser realizadas diretamente nos sites das instituições. O cronograma das inscrições, o resultado das seleções e o período de início das aulas também serão publicados em seus endereços eletrônicos.
Para compor as turmas, as instituições adotarão os critérios já utilizados em seus processos seletivos. Na etapa de análise documental, os candidatos deverão apresentar a matrícula em escola pública; a comprovação da situação de vulnerabilidade social; e a autorização dos pais ou dos responsáveis para participar do curso. Aqueles que passarem nessa etapa, participarão de sorteio eletrônico que determinará o preenchimento das vagas para cada instituição.
Investimento
Planejado para ser oferecido anualmente, em 2025 o programa contará com o investimento de R$ 115 milhões, com a oferta de 26 mil vagas a estudantes do 9º ano do ensino fundamental. Até 2027, o Partiu IF deverá beneficiar 78 mil estudantes, com um investimento total de R$ 463 milhões.
Conteúdo
O intuito do Partiu IF é que estudantes da rede pública, especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade, acessem o ensino de excelência oferecido pela Rede Federal. Além do reforço escolar, será oferecido apoio psicopedagógico aos estudantes, com o objetivo final de reduzir desigualdades educacionais.
De acordo com o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), há desigualdades raciais e sociais na proficiência em matemática e língua portuguesa, além de desafios na aprendizagem de ciências da natureza – um cenário que dificulta o ingresso no ensino técnico.
Para reverter essa realidade, o programa terá duas frentes de formação: no ciclo básico, estarão língua portuguesa, matemática e ciências da natureza. Já na formação suplementar, oficinas de redação, acompanhamento psicopedagógico e orientação acadêmica. A carga horária total será de 320 horas.
Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) e da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec).
Espelhos das redações do Enem 2024 já estão disponíveis, Folha da prova pode ser acessada na Página do Participante.
Os participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2024 já podem ter acesso à correção detalhada de suas redações. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) disponibilizou a vista individual da folha de redação na manhã desta sexta-feira (14).
Os interessados nos espelhos das redações devem consultar o material na Página do Participante, mediante inserção do número do CPF e senha registrados no portal Gov.br.
O acesso à prova de redação tem finalidade exclusivamente pedagógica e ocorre sempre após a divulgação do resultado oficial do exame, em janeiro.
A vista do espelho permite que os participantes do Enem compreendam os critérios de avaliação da redação e serve de ferramenta para identificar os pontos em que o desempenho foi satisfatório e aqueles que necessitam de aprimoramento para futuras edições do exame ou para outras produções de texto.
Em 2024, o tema da redação do Enem foi Desafios para a valorização da herança africana no Brasil.
Verificação
Com a vista do espelho da redação, o participante tem a possibilidade de verificar a pontuação alcançada em cada uma das cinco competências avaliadas. Cada uma das competências vale 200 pontos e o candidato pode atingir a pontuação máxima de 1 mil pontos.
Dois avaliadores julgaram o desempenho do participante na redação de acordo com esses critérios. A nota total de cada avaliador corresponde à soma das notas atribuídas a cada uma das competências e a soma desses pontos compõem a nota total de cada avaliador. A nota final do participante é a média aritmética das notas totais atribuídas pelos avaliadores.
Cada texto pode passar por até quatro avaliações independentes para o cálculo da nota final, se houver discrepância entre as notas dos avaliadores.
De acordo com o Inep, “o processo de avaliação das redações do Enem é supervisionado pelo Inep em todas as suas etapas e segue rigorosamente os critérios estabelecidos pelo edital do exame”.
Treineiros
Os resultados dos chamados treineiros – que fizeram os dois dias de provas somente com o objetivo de testar conhecimentos – também estão disponíveis na Página do Participante.
O Ministério da Educação contabiliza que dos 4.325.960 inscritos na edição de 2024, mais de 841,5 mil (19,4%) eram estudantes do 1º ou 2º ano do ensino médio. Já os que não cursam e nem completaram o ensino médio, mas fizeram o Enem para autoavaliação de conhecimentos, corresponderam a 24.723 (0,6%) de inscritos.
De acordo com o edital do Enem do ano passado, os candidatos que tiveram as provas anuladas não terão vista da prova de redação. São motivos de anulação da redação a escrita de impropérios, desenhos, apresentação de parte do texto deliberadamente desconectada do tema proposto ou qualquer forma de identificação do candidato no espaço destinado exclusivamente ao texto da redação, por meio, por exemplo, de nome, assinatura, rubrica.
Outra situação que impede a visualização da folha de redação ocorre se a banca avaliadora atribuiu nota zero à redação escrita predominante ou integralmente em língua estrangeira.
Se o candidato quiser mais detalhes sobre os critérios de correção da prova de redação de 2024, o Inep disponibilizou uma cartilha online ao participante.
Condição de saúde do Papa Francisco, de 88 anos, desperta preocupação ao redor do mundo, principalmente em idosos.
Pneumonia bilateral, infecção microbiana e pelo menos quatro crises de falta de ar nas últimas três semanas: a saúde do Papa Francisco, de 88 anos, tem gerado preocupação ao redor do mundo. Embora o religioso já lide com problemas pulmonares desde os 20 anos, os especialistas afirmam que a idade representa, sim, um fator de risco para o agravamento das doenças do aparelho respiratório. Mas por que isso acontece mais com os idosos?
A perda da imunidade sofrida pelo corpo ao longo do tempo é uma das principais respostas para essa pergunta. “Ao envelhecer, a nossa capacidade imune diminui e ficamos mais propensos a infecções respiratórias, causadas principalmente por bactérias e vírus”, explica o pneumologista da Hapvida, Renato Calil. Ou seja: se o sistema imunológico enfraquece, a missão de combater bactérias e vírus fica mais difícil.
A perda de elasticidade e flexibilidade do corpo ao longo do tempo, segundo o médico, também é um dos fatores para a fragilidade dos idosos. Isso gera acúmulo de secreção no organismo, o que pode ser outra fonte de infecção respiratória. “A capacidade pulmonar diminui com a idade. Ganhamos capacidade pulmonar até os 20, 25 anos e, depois, passamos o restante da vida toda perdendo”, reforça o especialista.
Quem tem hipertensão e diabetes também precisa redobrar o alerta. “Essas duas condições, além da idade, agravam os quadros respiratórios porque são duas doenças que já impactam o sistema imunológico, que é a defesa do nosso organismo, e também comprometem o sistema cardiovascular”, afirma Renato.
Ou seja: pessoas idosas estão de fato mais suscetíveis a problemas respiratórios e devem redobrar os cuidados, inclusive com estratégias de prevenção, como a vacinação anual contra a gripe. Pessoas com mais de 60 anos, que têm doenças preexistentes importantes, têm a doença pulmonar obstrutiva crônica e a doença do cigarro, devem se vacinar também para evitar a pneumonia. “Evitar fumar, não ter contato com pessoas em ambientes fechados e com problemas respiratórios também são medidas valiosas”, finaliza o médico.
Aprimore sua carreira com uma especialização gratuita e a distância na UFSJ!
A Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) está com inscrições abertas para cursos de especialização gratuitos na modalidade a distância (EaD). São mais de 900 vagas distribuídas em diversas áreas do conhecimento, por meio do programa Universidade Aberta do Brasil (UAB). As formações contam com atividades online e encontros presenciais para discussões, orientações e avaliações.
Cursos de Especialização Gratuitos a Distância (EaD)Disponíveis e Carga Horária
Gestão Escolar – 150 vagas | 18 meses | 390h/aula
Práticas de Letramento e Alfabetização – 150 vagas | 24 meses | 390h/aula
Educação Empreendedora – 180 vagas | 18 meses | 360h/aula
Segurança Cibernética – 150 vagas | 18 meses | 390h/aula
História Pública e Educação Antirracista – 150 vagas | 18 meses | 420h/aula
Promoção da Saúde de Crianças e Adolescentes na Educação Básica – 150 vagas | 18 meses | 405h/aula
Polos de Apoio Presencial
Os cursos contarão com encontros presenciais nos seguintes polos:
✅ Educação Empreendedora: Araras (SP), Barroso (MG), Ponte Nova (MG), São João del-Rei (MG), São Paulo (Jardim Paulistano e Jardim Santa Lucrécia). ✅ Gestão Escolar: Itapetininga (SP), Campo Belo (MG), São Paulo (Jardim Vera Cruz e Pirajussara), Lagoa Santa (MG). ✅ História Pública e Educação Antirracista: Conselheiro Lafaiete (MG), Pompéu (MG), São Paulo (Parque Bristol e Perus), São João del-Rei (MG). ✅ Segurança Cibernética: Araçuaí (MG), Confins (MG), Governador Valadares (MG), São Paulo (Jardim Vera Cruz), Votuporanga (SP).
Quem Pode se Inscrever?
Os cursos são voltados para graduados em curso superior reconhecido pelo MEC, com requisitos específicos para algumas especializações:
📌 Educação Empreendedora e Gestão Escolar: aberto para qualquer graduação. 📌 História Pública e Educação Antirracista: preferência para graduados em Humanidades; candidatos de outras áreas devem comprovar experiência em educação. 📌 Práticas de Letramento e Alfabetização: exclusivo para licenciados em Pedagogia. 📌 Promoção da Saúde: para profissionais das áreas de educação, saúde e serviço social. 📌 Segurança Cibernética: aberto a graduados em Tecnologia da Informação e áreas correlatas, ou profissionais com experiência comprovada na área.
Inscrições e Processo Seletivo
📅 Período: de 17 a 23 de março de 2025, até às 23h59. 📂 Como se inscrever: Acesse o portal SIGAA UFSJ > Processos Seletivos > Processos Seletivos – Lato Sensu. 📝 Seleção: Análise documental conforme edital.
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O Encceja 2025 contará com novidades este ano, como ampliação de serviços de inclusão e acessibilidade. Período de inscrição vai de 21 de abril a 2 de maio.
O Ministério da Educação (MEC), por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), publicou o edital da edição de 2025 do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) nesta quarta-feira, 12 de março. O documento traz informações sobre as diretrizes, os procedimentos e os prazos do exame, além de novidades que ampliam os serviços voltados à acessibilidade e à inclusão social. As provas serão aplicadas no dia 3 de agosto em todos os estados e no Distrito Federal.
Justificativa de ausência
De 17 a 28 de março, os participantes que faltaram às provas do Encceja 2024 poderão justificar a ausência no exame. Para os inscritos que não compareceram à realização da última edição, a justificativa é obrigatória caso queiram se inscrever gratuitamente neste ano. O participante que não justificar sua ausência no Encceja 2024 ou tiver a solicitação de justificativa reprovada deverá ressarcir ao Inep o valor de R$ 40,00. O pagamento deve ser feito por meio de boleto — gerado no sistema de inscrição — até 7 de maio em qualquer banco ou casa lotérica.
Inscrições
Os interessados em participar do exame devem se inscrever no Sistema Encceja entre os dias 21 de abril e 2 de maio. As solicitações de atendimento especializado poderão ser realizadas no período de 21 de abril a 2 de maio, e as de tratamento pelo nome social estarão abertas de 21 de abril a 5 de maio.
Acessibilidade e inclusão
Neste ano o Inep possibilitará a identificação de participantes com diabetes na inscrição. A opção estará disponível no campo de atendimento especializado e será validada mediante laudo médico comprobatório.
O exame também ficará mais acessível para os participantes de outras nacionalidades ao ampliar o rol de documentos de identificação digitais válidos: nesta edição, também serão aceitos a Carteira de Registro Nacional Migratório (CRNM) e o Documento Provisório de Registro Nacional (DPRNM), desde que apresentados no aplicativo Carteira Digital do Migrante.
Já os participantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) poderão inserir no sistema de inscrição a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea), nos termos da Lei nº 13.977, de 8 de janeiro de 2020, como meio de comprovar a condição para fins de acesso ao tempo adicional de provas.
Além disso, será oferecido atendimento especializado para participantes com baixa visão, cegueira, visão monocular, deficiência física, deficiência auditiva, surdez, deficiência intelectual, surdocegueira, dislexia, déficit de atenção, TEA e discalculia. Podem ser contempladas, ainda, gestantes, lactantes, idosos e pessoas com outras condições específicas.
Confira o cronograma do exame:
Encceja
O Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) é realizado para aferir competências, habilidades e saberes de jovens e adultos que não concluíram o ensino fundamental ou médio na idade adequada. O exame é elaborado pelo Inep, responsável pela aplicação, em colaboração com as secretarias estaduais e municipais de Educação. A emissão do certificado e da declaração de proficiência é responsabilidade das secretarias de Educação e dos institutos federais de Educação, Ciência e Tecnologia que firmam Termo de Adesão ao Encceja.
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