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Em Minas Gerais, o queijo é mais que um alimento, é um pedaço da nossa identidade. No fim do ano passado, o modo de fazer o Queijo Minas Artesanal (QMA) foi reconhecido pela Unesco como Patrimônio da Humanidade, além disso, ele também é reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). No estado são produzidos os Queijos Minas Frescal, Meia Cura e Padrão além de possuir 15 regiões reconhecidas como produtoras de Queijos Artesanais de Minas e, dentre esses, está o QMA, como o Queijo Canastra, do Campo das Vertentes e das Serras de Ibitipoca.
Existem diferenças entre a maneira de produzir QMA e dos outros tipos de Queijos Minas. A primeira delas é que o artesanal precisa ser produzido com leite cru, já o meia cura e padrão têm que ser feitos com leite pasteurizado. “Outra diferença importante entre os dois é o beneficiamento em si. O Queijo Minas Artesanal é um queijo de massa crua, enquanto para fabricar o Queijo Minas Padrão nós utilizamos o aquecimento da massa”, conta Lívia Maia, instrutora do Sistema Faemg Senar e especialista em queijos.
No distrito de Valadares, localizado em Juiz de Fora, mas já na região das Serras de Ibitipoca, Andréa e André Modesto, mãe e filho, produzem QMA. André explica que para fazer o queijo artesanal, ele segue uma série de passos. “Precisamos que o leite seja apenas da nossa fazenda. A prensa da massa precisa ser manual. Leva coalho de origem animal e temos que usar o pingo*”, destacou.
O QMA tem forte influência do terroir e pode ser de casca lavada ou florida. O tempo de maturação é de pelo menos 22 dias, mas isso pode variar. “Nós gostamos de colocar nossos queijos para venda a partir de 40 dias, que é quando ele alcança o seu sabor mais intenso”, completou André.
Já sobre o sabor, cada queijo tem características únicas. Andreia Modesto diz que sente em seu queijo notas amendoadas e que vai bem com um bom vinho, mas que a harmonização pode ser bem mais simples. “Combina perfeitamente com um café fresquinho“, afirma Andreia.
Na Vila Almeida, zona rural de Juiz de Fora, Nathalie Ferreira e Hemerson Haber produzem os queijos Minas Padrão, Frescal e Meia Cura. O frescal é um queijo fresco, sem fermento e ideal para o consumo rápido. O meia cura e padrão recebem fermento industrial e passam por um processo de cura. “O meia cura precisamos deixar ele descansar entre 10 e 15 dias. Já o Minas Padrão é a partir do 20º dia”, explica Nathalie.
O queijo frescal é vendido ainda durante a dessoragem, já o meia cura e padrão são pensados para garantir consistência e maior durabilidade. “São queijos que nós conseguimos um sabor mais acentuado. Também são mais fáceis de conservar e vender”, completa Nathalie.
Hemerson conta que tanto o produto fresco quanto os curados têm tido grande procura, e que atingem cada vez mais os paladares sofisticados. “Temos participado de festivais onde vimos que nosso queijo combina muito bem com bons vinhos e cervejas artesanais“, afirmou.
Diferença em detalhes
*Pingo: Soro da segunda salga do queijo produzido no dia anterior, que escorre e pinga da pingadeira. É rico em probióticos naturais que favorecem o crescimento da flora benéfica à cura e maturação do queijo.
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O TJMG suspendeu a medida liminar sobre processo seletivo de contratação temporária de professores (antiga designação) na rede estadual de Ensino de Minas Gerais, até o julgamento final da ação.
O Governo Zema recorreu da decisão liminar e não incluirá vagas destinadas a pessoas com deficiência (PCD) no Edital que regulamenta o processo seletivo de profissionais para o Quadro do Magistério.
O Sind-UTE/MG continuará acompanhando os trâmites da ação, exigindo que sejam observados e garantidos os direitos de todos os envolvidos no processo de contratação da Rede Estadual.
No dia 24 de janeiro a Justiça determinou, por meio de liminar solicitada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a suspensão do processo seletivo organizado pela Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais. Além da suspensão, foi estipulado um prazo de dez dias para a retificação do edital, com a inclusão da reserva de 10% das vagas para pessoas com deficiência na designação em 2025.
1ª Rodada online:
2ª rodada: Resultado a partir das 19h do dia 31/01.
PEB Apoio: aguardar novo cronograma a ser informado.

Com informações de Plantão Inspeção Escolar
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A Justiça determinou, por meio de liminar solicitada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a suspensão do processo seletivo organizado pela Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais. Além da suspensão, foi estipulado um prazo de dez dias para a retificação do edital, com a inclusão da reserva de 10% das vagas para pessoas com deficiência na designação em 2025.
A decisão também exige que, após a correção, o período de inscrições para o Edital PS/SEEMG nº 04/2024 seja reaberto exclusivamente para pessoas com deficiência, garantindo o mesmo prazo originalmente previsto.
A liminar foi concedida em resposta a uma Ação Civil Pública movida pelo MPMG, que solicitava a inclusão da reserva de 10% das vagas para pessoas com deficiência no edital publicado em 21 de outubro de 2024, referente à formação de cadastro de reserva para contratação temporária de professores.
O governo de Minas Gerais argumentou, no processo, que a modalidade de contratação temporária não exige reserva de vagas por lei. Contudo, a decisão judicial destacou que a legislação não exclui essa obrigatoriedade em processos seletivos públicos para contratações temporárias.
Proferida no dia 20 de janeiro, a liminar prevê uma multa diária de R$ 5.000 caso a decisão não seja cumprida.
Prezados(as) Gestores(as),
A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais informa que, em cumprimento à decisão liminar proferida no âmbito da Ação Civil Pública (Processo nº 5306680-88.2024.8.13.0024), o processo seletivo regulamentado pelo Edital PS/SEEMG nº 04/2024, destinado à classificação e à seleção de profissionais para o Quadro do Magistério (Analista Educacional/Inspetor Escolar- ANE/IE; Especialista
em Educação Básica – EEB; Professor de Educação Básica – PEB; e Professor para Ensino do Uso da Biblioteca – PEUB), está suspenso temporariamente, a partir de 24 de janeiro de 2025.
Desta forma, a execução do cronograma previsto no Anexo VI do referido edital encontra-se suspensa. Os candidatos alocados na 1ª rodada da contratação temporária online para o Quadro de Magistério, que estavam previstos para se apresentar nas unidades de exercício entre os dias 24 e 27/01, deverão aguardar nova orientação desta Secretaria para a continuidade do processo.
Quanto ao Edital nº PSS/SEEMG nº 03/2024, destinado à classificação e à seleção de profissionais para o Quadro Técnico e Administrativo (Analista de Educação Básica – AEB Assistente Social; Fisioterapeuta; Fonoaudiólogo; Psicólogo; Terapeuta Ocupacional; Assistente Técnico de Educação Básica – ATB; e Auxiliar de Serviços de Educação Básica – ASB), a continuidade da execução do cronograma permanece inalterada e seguirá normalmente.
A Secretaria de Estado de Educação está empenhada em buscar as melhores soluções para viabilizar a retomada do processo seletivo no menor tempo possível. Contamos com o apoio de todos para que a comunicação seja amplamente divulgada junto à
comunidade escolar.
Agradecemos pela compreensão e colaboração de todos.
Atenciosamente,
Tarcísio de Castro Monteiro
Superintendente de Gestão de PessoasGláucia Cristina Pereira dos Santos Ribeiro
Subsecretária de Gestão de Recursos Humanos
Comunicação SEE/SG – ORIENTAÇÃO nº. 1/2025
Belo Horizonte, 23 de janeiro de 2025.
COMUNICADO OFICIAL
Assunto: Suspensão do Processo Seletivo – Edital PS/SEEMG nº 04/2024
Link para o Comunicado Oficial da SEE
Veja o texto publicado no site do Ministério Público de Minas Gerais em 22/01/2025:
A pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a Justiça deferiu liminar determinando a suspensão de processo seletivo promovido pela Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais e deu prazo de dez dias para retificação do edital para que seja incluída previsão de reserva do percentual de 10% do total de vagas para pessoas com deficiência.
A decisão determina ainda que, após a retificação, deverá ocorrer a reabertura do prazo de inscrição no Edital PS/SEEMG nº 04/2024, para as pessoas com deficiência, garantindo a elas a integralidade do prazo originalmente previsto.
A liminar foi deferida em Ação Civil Pública proposta pelo MPMG requerendo a previsão de percentual de 10% de reserva de vagas a pessoas com deficiência no Edital PS/SEEMG nº 04, de 21 de outubro de 2024, para provimento de cadastro de reserva à contratação temporária do cargo de magistério.
O Estado de Minas Gerais se manifestou no processo afirmando que, por se tratar de modalidade de contratação temporária, inexiste previsão normativa de reserva de vagas. No entanto, a decisão aponta que a legislação não exclui a obrigação em processos seletivos públicos para contratação temporária.
A decisão, proferida no dia 20 de janeiro, prevê multa diária de R$ 5.000 em caso de descumprimento.
Nº 5306680-88.2024.8.13.0024
Ministério Público de Minas Gerais
Assessoria de Comunicação Integrada
Diretoria de Conteúdo Jornalístico
jornalismo@mpmg.mp.br
Fonte: Ministério Público de Minas Gerais
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Com a chegada de dezembro, é bastante comum algumas pessoas sentirem uma certa melancolia e nostalgia. A chamada “Síndrome do fim de ano” traz um impacto emocional das pressões e reflexões que acompanham os últimos momentos do ano. A pressão por cumprir compromissos, reflexões sobre o que foi ou não realizado e as expectativas para um novo ciclo são fatores que contribuem para esse estado emocional.
O psicólogo Carol Costa Júnior, da Hapvida NotreDame Intermédica, explica que a sobrecarga do ano que passou e a ansiedade para o próximo são os principais fatores. “Não se trata de um diagnóstico reconhecido, a denominação acontece pela frequência que esses sentimentos acometem as pessoas nesse período. É um momento de transição que carrega simbolismos e cobranças, tanto internas quanto externas“.
O profissional conta a melhor forma de lidar com essas sensações: “A chave está em reconhecer esses sentimentos e buscar formas saudáveis de enfrentá-los. É normal se sentir ansioso, mas isso não deve impedi-lo de aproveitar as festividades. É importante redefinir prioridades, focar em atividades que tragam leveza e significado. Também é essencial reservar um tempo para cuidar de si, praticar hobbies ou até mesmo descansar para recarregar as energias“.
Para o ano seguinte, planejar metas alcançáveis e significativas pode ser de grande ajuda, trabalhar na empatia consigo mesmo e na diminuição da autocobrança. “Nem sempre conseguiremos atender às demandas externas ou realizar tudo que planejamos no início do ano, e isso é normal. O foco deve estar nas conquistas, por menores que pareçam, e no aprendizado adquirido ao longo do caminho. Priorizar objetivos que tragam bem-estar e realização pessoal. Não se trata apenas de trabalho ou grandes conquistas, mas de encontrar momentos de felicidade nas coisas mais simples e cotidianas”, conclui o psicólogo.
Para aqueles que enfrentam dificuldades mais intensas, como tristeza persistente ou isolamento, o ideal é buscar apoio de familiares, amigos ou profissionais da saúde.
Por Nathália Ferreira
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Uma pesquisa conduzida por uma professora da UNIFAL-MG demonstra uma possível correlação entre a intensidade da dor crônica e o impacto gerado nas atividades diárias e na saúde mental dos pacientes. A pesquisa é parte da dissertação de mestrado da médica Lays Fernandes Mesquita, professora de Reumatologia da Faculdade de Medicina (FAMED), desenvolvida junto ao Programa de Pós-Graduação em Biociências Aplicadas à Saúde (PPGB).

Para realizar o estudo, a pesquisadora avaliou 57 pacientes com diagnóstico de dor crônica atendidos no ambulatório de Reumatologia da Clínica de Especialidades Médicas (CEM) da UNIFAL-MG, dos quais 35% apresentavam fibromialgia, 21% osteoartrite e 14% artrite reumatoide. Por meio da aplicação de questionários validados, a pesquisa avaliou a qualidade de vida, a intensidade da dor e a qualidade do sono dos participantes, além dos níveis sanguíneos de serotonina e cortisol disponíveis nos prontuários médicos de 52 mulheres e cinco homens, com idade superior a 18 anos.
A pesquisa evidenciou moderada intensidade da dor e interferência nas atividades diárias, regular estado geral de saúde e má qualidade do sono nos participantes do estudo. Conforme os dados obtidos, quanto mais intensa é a dor, maior tende a ser a interferência dela nas atividades cotidianas, ou seja, maior é o impacto gerado na rotina do paciente. Em acréscimo, quanto mais severa é a dor, pior tende a ser a saúde mental dos indivíduos, indicando associação com o desenvolvimento de distúrbios psicológicos ou psiquiátricos.
Os achados mostraram que a má qualidade do sono também influenciou negativamente a saúde mental e o estado geral de saúde dos pacientes, além de impactar nas atividades rotineiras. No entanto, não foi identificada uma relação significativa entre dor crônica e alterações nos níveis sanguíneos de serotonina e cortisol.
“Considerando que a dor crônica desencadeia alterações importantes no funcionamento do cérebro e do organismo em geral, torna-se essencial compreender como essas alterações se associam, para que sejam desenvolvidas abordagens preventivas e terapêuticas mais efetivas, que possam atender de forma integral as necessidades desses pacientes”, argumenta a pesquisadora sobre a importância do estudo.
Segundo Lays Mesquita, a partir destes resultados, os médicos poderão propor às pessoas afetadas pela dor crônica estratégias mais assertivas, visando não somente a saúde do corpo, como também a da mente. A pesquisadora enfatiza também que, levando em consideração a complexidade do tratamento de pacientes com dor crônica, futuros estudos devem utilizar essas evidências para aprimorar o nível do atendimento prestado à população, utilizando uma abordagem integral à saúde dos indivíduos.
O estudo contou com a orientação da docente Silvia Graciela Ruginsk Leitão, do Departamento de Ciências Fisiológicas do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB), e com a participação da docente Denismar Alves Nogueira, do Departamento de Estatística do Instituto de Ciências Exatas (ICEx), além das estudantes do curso de Medicina Gabriela Silva Bochi e Géssica Luisa Silva de Souza.
Os resultados podem ser consultados na dissertação intitulada Avaliação da qualidade do sono e níveis séricos de serotonina e cortisol em pacientes com dor crônica, disponível na Biblioteca de Teses e Dissertações da UNIFAL-MG, neste link, ou no artigo publicado no periódico científico Arquivos de Ciências da Saúde da UNIPAR (Universidade Paranaense) em 2023. Acesse na íntegra aqui. Veja também o Programa de Pós-Graduação em Biociências Aplicadas à Saúde (PPGB).
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Uma pesquisa de iniciação científica realizada no curso de Ciência da Computação da UNIFAL-MG abriu novas possibilidades para o diagnóstico de tumores cerebrais. Com abordagem baseada em inteligência artificial (IA), o acadêmico Lucas Costa Lima Ferreira propôs a classificação automática de tumores cerebrais em quatro categorias, a partir de imagens de ressonância magnética. O estudo alcançou uma precisão de 99,75% de acerto e já rendeu premiações em congressos científicos.
“O intuito desse trabalho é fornecer uma ferramenta para auxiliar os profissionais da saúde a realizar o diagnóstico de tumores cerebrais obtendo um resultado mais preciso”, explica Lucas Ferreira.
Conforme o autor do estudo Classificação de tumores cerebrais por imagem: sinergia entre deep learning e machine learning, a pesquisa teve início durante a disciplina Redes Neurais Artificiais no segundo semestre de 2023, quando ao realizar o trabalho final, ele apresentou o tema à professora Ângela Leite Moreno, do Departamento de Matemática do Instituto de Ciências Exatas (ICEx). “Surgiu a proposta de uma iniciação científica para desenvolver mais profundamente a pesquisa”, conta.
O projeto envolve a utilização de deep learning (aprendizado profundo) em imagens para extrair características relevantes que são utilizadas em algoritmos de machine learning (aprendizado de máquina) a fim de classificar as imagens em uma das quatro classes: glioma, meningioma, adenoma de hipófise e cérebro saudável.
A ferramenta trabalha com as chamadas redes convolucionais, que segundo Lucas Ferreira, funcionam de forma parecida com a visão humana no reconhecimento de objetos. “Ao olharmos para algo novo, primeiro percebemos formas simples, como linhas e cores, e, à medida que focamos mais, conseguimos identificar detalhes complexos até reconhecermos o que estamos vendo. Da mesma forma, essas redes analisam imagens de ressonância magnética, começando por características básicas até identificarem padrões específicos que ajudem a distinguir as imagens entre diferentes tipos de tumores cerebrais e cérebros saudáveis”, detalha.
Para desenvolver a ferramenta, o estudante foi orientado pela professora Ângela Moreno (Departamento de Matemática/Instituto de Ciências Exatas) e pelo professor Ricardo Menezes Salgado (Departamento de Ciência da Computação/ Instituto de Ciências Exatas). O trabalho contou também com a colaboração do mestrando em Genética pela USP, André Luiz Caliari Costa, biólogo formado pela UNIFAL-MG.
Os números obtidos durante o desenvolvimento do projeto impressionam. Com as técnicas desenvolvidas, a equipe conseguiu classificar mais de mil imagens com uma taxa de acerto de quase 100%. “Ao longo desse tempo foi possível obter 95,57% de acerto nesse tipo de problema, mas com as técnicas utilizadas nesse trabalho foi possível classificar um total de 1.311 imagens com 99,75% de acerto, um aumento significativo com a técnica desenvolvida”, argumenta.
Os resultados obtidos pela equipe chamaram a atenção da comunidade científica. Em setembro de 2024, a pesquisa foi apresentada na 43ª edição do Congresso Nacional de Matemática Aplicada e Computacional, realizado em Porto de Galinhas, Pernambuco. No mês de agosto, o trabalho foi escolhido como um dos dez melhores da área temática Ciências Exatas e da Terra, durante o 5º Congresso Brasileiro Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia, sendo agraciado com menção honrosa.Ricardo Salgado – professor do Departamento de Ciência da Computação, que também orientou o projeto, Lucas Ferreira, e a professora Ângela Moreno. (Foto: Dicom/UNIFAL-MG)
Em novembro, o projeto foi um dos destaques do 3º Congresso Brasileiro em Biociências Aplicadas à Saúde, promovido pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná. Na oportunidade, o trabalho de Lucas Ferreira foi um dos dez selecionados para apresentação oral e foi um dos dois trabalhos premiados com menção honrosa no evento. Vale ressaltar que houve 220 trabalhos inscritos no evento, dos quais 191 foram aprovados e, dentre esses, dez foram selecionados para a apresentação oral no evento. Tal reconhecimento foi ainda mais significativo porque o evento era voltado para estudante de pós-graduação.
“Foram três trabalhos de doutorado, seis de mestrandos e apenas o nosso no nível de graduação”, destaca Lucas Ferreira, que vê a premiação como o reconhecimento pelo trabalho da equipe e pelo impacto do estudo. “Representa uma validação do impacto do trabalho na área de ciência de dados aplicada a essa área e também o representa o reconhecimento do nosso esforço de mais de um ano no desenvolvimento da pesquisa”, comenta.
Embora Lucas Ferreira ainda não tenha planos de ingressar em um programa de mestrado, ele afirma que o estudo continua a ser aprimorado. “Desde a conquista do prêmio, os estudos têm sido aprofundados com o uso de novas técnicas que já permitiram aumentar a taxa de acerto para 99,92%, resultado esse que foi utilizado no TCC e eventualmente será encaminhado a uma revista científica”, finaliza.
Para conhecer detalhes do trabalho, acesse o resumo aqui.
Assista à apresentação oral do autor neste link, a partir de 2:11:45.
Fonte: Jornal Unifal-MG
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Com a chegada das férias escolares, o ambiente doméstico, que deveria ser um local de segurança, pode se tornar palco de ocorrências graves com crianças. Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2022, os acidentes em casa resultaram em 8.629 mortes de crianças e adolescentes de zero a 14 anos no Brasil, uma média de 23 óbitos por dia. Esses números representam um aumento de 162 ocorrências em relação ao ano anterior, quando 1.616 crianças perderam a vida em episódios ocorridos dentro da residência.
A maior vulnerabilidade está entre menores de 5 anos, cuja curiosidade natural ainda não têm a capacidade de identificar perigos no ambiente. Isso as torna suscetíveis a situações que, para os adultos, podem parecer evidentes, como escadas, produtos de limpeza ao alcance ou até mesmo um balde com água. Para evitar tragédias, o alerta é claro: redobrar a atenção durante o período de férias escolares, quando as crianças passam mais tempo em casa.
Luciene Custódio, médica pediatra da Hapvida NotreDame Intermédica, alerta que os tipos de ocorrências variam de acordo com a idade da criança, mas quedas, afogamentos, intoxicações e queimaduras estão entre os mais comuns. “As quedas acontecem em todas as idades, desde os bebês que giram no trocador ou na cama até crianças maiores que escalam móveis ou brincam em pisos escorregadios. Em muitos casos, a distração dos pais é um fator determinante, como quando estão no celular e não percebem que o bebê se movimentou”, explica a pediatra.
Quando o assunto é afogamento, é comum que a preocupação só seja despertada em ambientes com piscinas. Contudo, Luciene alerta para outros cenários igualmente perigosos dentro de casa que contém água e merecem atenção redobrada. “Baldes com água, vasos sanitários e banheiras também oferecem grande risco, especialmente para crianças que começam a engatinhar ou ficam em pé sozinhas. Mesmo com uma pequena quantidade de água, um balde pode ser suficiente para uma criança pequena se afogar, porque ela não consegue sair desta situação sozinha”, avalia.
Alguns cômodos da casa também devem ser evitados ao máximo pelas crianças, mesmo quando acompanhadas por adultos. Um breve trânsito dos pequenos pela cozinha, por exemplo, pode acarretar em queimaduras graves. “Panela quente no fogão, líquidos quentes que caem enquanto a mãe está com o bebê no colo ou até mesmo fios desencapados, podem causar queimaduras e choques elétricos. É importante evitar manipular qualquer líquido ou objeto quente quando a criança estiver no colo“, reforça Luciene.
Intoxicações também são uma preocupação recorrente, especialmente com produtos de limpeza e medicamentos. Segundo a pediatra, os materiais de limpeza, além de ficarem em locais de fácil acesso, geralmente são muito atrativos para as crianças, com embalagens coloridas e cheiros diferentes. “Isso chama a atenção delas. Os medicamentos muitas vezes são deixados em mesas de cabeceira ou em locais baixos, e as crianças acabam ingerindo. Já atendi casos de crianças que abriram frascos ou ingeriram comprimidos porque estavam soltos e acessíveis”, conta.
Dicas práticas para prevenir imprevistos nas férias
Criar um ambiente seguro e de supervisão constante é o primeiro passo, especialmente durante os recessos escolares, quando as crianças estão mais ativas e em busca de novas brincadeiras. A pediatra indica que manter baldes e vasos sanitários fechados, usar travas em gavetas, guardar produtos químicos em locais altos e evitar o uso de toalhas compridas nas mesas são medidas simples, mas que podem evitar imprevistos graves.
Não permitir que as crianças brinquem sozinhas em lugares potencialmente perigosos, como lavanderias, cozinhas ou áreas externas com piscina, é o básico. No entanto, a supervisão deve se estender até para ambientes que sejam aparentemente seguros.
Embora muitos acreditem que apenas crianças pequenas precisam de atenção constante, ela deve ser contínua em todas as fases da infância. A orientação de Luciene é buscar atendimento médico imediato em caso de acidentes. “Se houver suspeita de intoxicação, é fundamental levar a criança ao hospital junto com o rótulo ou a embalagem do produto ingerido. Em situações de queda, é necessário observar sinais como vômitos, alterações no comportamento ou dificuldade para andar. Já as queimaduras, mesmo as aparentemente leves, precisam ser avaliadas por um médico para determinar o grau e o tratamento adequado”.
Além da prevenção física, é importante que as crianças entendam os perigos de forma clara. O diálogo é sempre a chave, mas deve ser adaptado à idade e ao nível de compreensão dos pequenos. Usar linguagem simples e exemplos visuais pode ajudar a tornar os riscos mais compreensíveis, por meio de histórias ou brincadeiras, sem assustar, mas garantindo que a mensagem seja assimilada.
Manter as crianças envolvidas em atividades seguras é uma das melhores formas de evitar situações de risco. Brincadeiras supervisionadas, oficinas criativas, leitura e jogos educativos são opções para mantê-las ocupadas e longe de áreas perigosas. “Criar uma rotina, mesmo nas férias, ajuda a estruturar o tempo e reduzir momentos de exposição ao perigo”, enfatiza a médica.
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